#respeitaasmina #8: Madonna

No mês de março, fizemos uma série de posts sobre mulheres quem foram importantes e revolucionárias no mundo das artes. O #respeitaasmina fez tanto sucesso, que decidimos levá-lo adiante e continuar compartilhando histórias das mulheres fodásticas que existem no planeta.

Hoje, contaremos um pouco sobre uma das maiores musas da história da música: a Madonna. Sempre empoderada, polêmica e destemida, Madonna é considerada a Rainha do Pop. Iniciou na carreira musical nos anos 80, lançando seu primeiro disco. A partir daí, suas músicas e sua maneira diferente de se vestir, passaram a influenciar o público feminino da época. Sem falar em sua ideologia, totalmente diferente do que se pregava, pois até então, todas as mulheres precisavam “ter um marido” para serem felizes.

Tanto em suas músicas como pessoalmente, Madonna sempre falou abertamente sobre questões religiosas, políticas e principalmente sobre sexualidade. O caráter sexual sempre esteve presente no estilo da cantora, mas principalmente nos anos 90. Ela já foi “crucificada” durante um show e também saiu de um bolo de casamento vestida de noiva, em outro. Sem falar do famoso sutiã pontudo, que é a marca registrada dela, né? Ah, e alguém lembra da música “Like a Prayer”? Pois é, foi proibida pelo Vaticano.

Atualmente, Madonna está com 59 anos. Há pouco tempo, inclusive, publicou uma imagem em seu Instagram, onde aparece um dos seios. Infelizmente, foi muito criticada por isso, pois alegaram que ela está “velha demais” para mostrar o corpo.

É a sua maneira destemida de expressar a sua opinião, que nos encanta. Ela sabe exatamente como aproveitar a grande influência que possui e usá-la para lidar com questões importantes. Misoginia, sexismo e machismo são só algumas delas.

#Respeitaasmina #5: Maud Wagner

Dando continuidade à nossa série de mulheres inspiradoras, Maud Wagner não poderia ficar de fora. Você já parou para pensar como foi o surgimento da tatuagem? Ou como a tatuagem se popularizou? Pois é, Maud é a primeira tatuadora mulher a ser reconhecida. Americana, nasceu no início do século passado e iniciou seus trabalhos como artista de circo. Certo dia, conheceu o tatuador Gus Wagner e ele se encantou pela artista. Assim, ela aceitou sair com ele, se ele ensinasse ela a tatuar. Casaram-se algum tempo depois.

Maud Wagner e seu corpo tatuado

Aos poucos, Maud foi aprendendo técnicas de tatuagem, testando-as em sua própria pele. Algumas de suas tatuagens também foram feitas pelo seu marido. Juntos, tiveram uma filha que (pasmem) começou a tatuar a partir dos 9 anos de idade. Junta, a família viajava pelos Estados Unidos e espalharam sua arte por todo o país.

Gus Wagner tatuando sua esposa

Infelizmente, tatuagens em mulheres não eram bem vistas para a época, e mulheres que tinham o corpo tatuado, sofriam preconceito até então. Somente mais tarde, com o surgimento das pin-ups, que a tatuagem realmente passou a ser aceita e admirada no corpo feminino.

Pin-up com o corpo tatuado

A arte de ter a pele marcada, até hoje divide opiniões pelo mundo. Infelizmente, existem pessoas que são mal vistas ou descriminadas, por terem tatuagens na pele. Porém, aos poucos, mais pessoas estão se conscientizando de que tatuagem não molda o caráter de ninguém, ideia que Maud já vinha pregando enquanto era viva.

Referências: 1 | 2

#Respeitaasmina #4: Frida Kahlo

Quando falamos em mulheres fortes e inspiradoras, claro que não podemos deixar Frida Kahlo de fora. E é por isso que, hoje nos inspiraremos um pouquinho mais com a história dela. A pintora mexicana Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, se tornou uma das pintoras de maior destaque no cenário mexicano e mundial, por causa de sua pintura cheia de cores e personalidades.

Frida Kahlo

Revolucionária e destemida para sua época, Frida também sempre foi muito patriota e usava a sua pintura como fonte de expressão. Em muitos de seus quadros, ela retratava fases de sua vida, como por exemplo um dos abortos que sofreu, seu problema de coluna, que surgiu devido a um acidente que a deixou sem caminhar por muitos anos, e também retratos de seu marido, o também pintor Diego Rivera, que foi infiel durante toda a sua vida. Sendo assim, muitos de seus quadros são melancólicos e até mesmo chocantes, apesar de suas cores alegres (característica de sua origem mexicana, assim como suas roupas).

“Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o tema que conheço melhor”.  Frida Kahlo

Quadro ‘A Coluna Partida’ – 1944
Quadro ‘As duas Fridas” – 1939
Quadro ‘Sin Esperanza’ – 1945

Frida não teve uma vida fácil. Uma mulher de fibra, que soube superar através da pintura seus medos, fraquezas e problemas. Principalmente em uma época em que assuntos como infidelidade, aborto e bissexualidade eram pouco falados. Por esses e tantos outros motivos, ela é até hoje conhecida como símbolo de feminismo e inclusive se tornou uma figura popular para o tema, em forma de camisetas, quadros, xícaras e outros objetos.

Hoje, quem vai ao México, pode visitar a Casa Azul, lugar onde a pintora nasceu e que agora funciona como museu. A sua história também está presente no livro O Diário de Frida Kahlo – Um Auto Retrato íntimo, que foi escrito por ela, e conta sobre momentos importantes de sua vida, até seus últimos dias. E, para os cinéfilos de plantão, há também o filme Frida, lançado em 2002 e estrelado por Salma Hayek.

Páginas do diário de Frida
Páginas do diário de Frida
Páginas do diário de Frida

Frida Kahlo faleceu em 1954, após contrair pneumonia. Porém, sua determinação e força seguem conosco até hoje, inspirando a todas as mulheres.

Referências: 1 | 2 | 3

 

#Respeitaasmina #2: Daiane Arbus

E, seguindo com as nossas inspirações especiais para a semana da mulher, hoje conheceremos um pouco mais do trabalho fotográfico de Diane Arbus. Ela é uma das fotógrafas de maior importância da história. Nascida em Nova York, Diane iniciou sua carreira na fotografia de moda. Somente após alguns anos, ela descobriu a fotografia documental. O foco principal de seu trabalho era fotografar pessoas que eram consideradas “fora dos padrões” para a época. Sendo assim, ficou conhecida como “a fotógrafa dos freaks”.

Diane com sua câmera

A troca de Diane de um mundo repleto de luxo e glamour, para um mundo de “excluídos”, sofreu muitas críticas e foi visto até como maneira de protestar a sociedade em que ela mesmo vivia. Diane passou parte de sua vida fotografando anões, travestis, artistas circenses, pessoas com deficiência e entre tantos outros que eram marginalizados, representando-os e defendendo-os. E também, recebeu bolsas, prêmios e muito reconhecimento, por seu trabalho único.

Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus

Diane, através de suas fotografias, dava voz aos excluídos e mostrava ao mundo a suas existências. Ela, naquela época, já lutava contra os padrões que até hoje nós tentamos eliminar. A fotógrafa queria que todos fossem aceitos na sociedade.

“Uma fotografia é um segredo sobre um segredo. Quanto mais ela te conta, menos você sabe.” – Diane Arbus

Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus

Infelizmente, ela entrou em depressão e acabou se suicidando aos 48 anos. Mas, é considerada até hoje um ícone dentro da fotografia documental, por causa de seu estilo e sua personalidade fortes. Além de, claro, ser uma mulher batalhadora e destemida, pois seguiu suas opiniões e instintos.

Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus

 E aí, gostou? Então tem inspiração extra por aqui: Em 2006, foi lançado um filme sobre a história de Diane. Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus é estrelado por Nicole Kidman e Robert Downey Jr. Então, prepare a pipoca e prepare-se para entrar no mundo dessa fotógrafa genial, que nos deixou um acervo fotográfico diversificado e único.

Biografia 1 | 2