Como superar o medo de fracassar?

Quando estamos iniciando uma nova fase em nossas vidas, ou um novo projeto, é muito comum que tenhamos medo de fracassar. Não adianta. Você pode ser a pessoa mais feliz ou mais bem resolvida do mundo, vai chegar aquele momento em que o seu coração irá acelerar e sua mente questionará: Será mesmo que sou capaz?

Nesse texto aqui, eu havia comentado sobre a minha ansiedade e a síndrome do pânico que me acompanharam fortemente no ano de 2016. Como eu comentei, não foi fácil, e continua não sendo. Apesar de eu já estar 100% “curada”. Escrevo “curada” entre aspas, porque não existe cura para ansiedade ou síndrome do pânico.  Apenas, temos que aprender a conviver com isso, reparando no nosso corpo e cuidando da nossa mente.

Com a nossa sensação de fracasso é a mesma coisa. Faz parte da natureza humana nos sentirmos inseguras de vez em quando. O que importa nesse momento, não é a sensação que você tem, mas sim, o que você fará com isso. Você vai escolher sentir pena de si mesma e aceitar essa sensação? Ou você vai levantar do sofá e fazer alguma coisa a respeito?

A maneira como nos portamos diante dos nossos problemas, nos dizem muito sobre quem somos. Por mais que você seja uma pessoa que tem tendência a reclamar e questionar tudo (e olha que eu já fui muito assim), você pode mudar a sua postura aos poucos. Aos invés de ficar o tempo todo se perguntando “será mesmo que sou capaz?”, tente mudar a frase para: “De que forma eu serei capaz?”.

A verdade é que não existe um modo de burlar a sensação de fracasso, mas, você pode arrumar maneiras de não se deixar abater tanto com isso. Está sentindo que não vai dar contar? Silencie os seus pensamentos. Se puder, medite. Essa é a melhor forma de deixar os sentimentos e pensamentos ruins para trás. Supere o fracasso da maneira mais óbvia e mais simples possível: vivendo.

Sobre nossos medos e fraquezas

Eu sempre fui uma pessoa calma, ao menos era isso o que a maioria das pessoas me dizia. Sentia meu coração acelerar em determinadas situações desde muito nova, mas sempre imaginei que isso fosse algo natural do ser humano. E é. Até o momento em que você começa a não querer mais sair de casa, e achar que vai morrer sem motivo. Aí, estamos falando da síndrome do pânico.

Tanja Heffner

Pra quem não conhece:

“A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade, caracterizado por um grande medo/mal-estar com sintomas físicos e cognitivos, que se iniciam de forma brusca, e que causam um medo recorrente de morte”. (Fonte)

Ou seja, imaginem uma ansiedade típica daquela onde você (pessoa que nunca teve síndrome do pânico) sente antes de apresentar um trabalho na escola ou na faculdade, por exemplo. Aquele friozinho na barriga que sentimos antes de algum compromisso importante, e que é extremamente normal e saudável. Agora, multiplique essa pequena sensação por MIL e faça ela durar em torno de 20 a 30 minutos. Pois é, posso afirmar com precisão que esta não é uma sensação nada agradável.

Como dizia no começo do post, eu sempre fui considerada uma pessoa tranquila, pelo menos pelas pessoas que me viam de longe. O problema era que eu tinha dificuldade em expressar meus pensamentos e emoções (ainda sinto bastante as vezes). Fazer esse texto e relatar tudo isso pra mim é um exercício de eterna consciência de mim mesma. Aceitar os meus defeitos e entender que não tenho controle de tudo, muitas vezes das minhas próprias ações é algo que estou cada vez mais tentando aprender e aceitar. A verdade é que o aprendizado nunca termina.

jordan Bauer

Agora no mês de Dezembro estou parando de tomar medicação, depois de 1 ano e meio indo quase todos os meses ao médico e depois de um ano de terapia, aprendi que eu tenho várias fraquezas, e mais, que as pessoas ao meu redor também as tem, e que não podemos ter medo de assumi-las. Não como forma de nos vitimizarmos ou levantarmos qualquer troféu, muito pelo contrário. Mas sim, porque essa é a nossa condição natural de SER HUMANO. Não podemos ser nada além daquilo que já somos.

Vivemos em um mundo frenético onde cada vez mais nos sentimos pressionados para sermos pessoas perfeitas, filhos, pais, mães, profissionais exemplares que nunca erram. E sem chorar, porque chorar é feio, ainda mais se você for homem. Neste caso, tenho que dizer que nós mulheres saímos na frente, porque pelo menos podemos expressar nossas decepções com mais liberdade, até certo ponto, é claro. As redes sociais estão aí para nos lembrar a todo instante dessa vida perfeita de faz de conta. Sim, digo de faz de conta porque nos esquecemos que nunca seremos assim, que não somos máquinas. Somos seres humanos cheios de defeitos e manias, e que muitas vezes só necessitam de um colo para se sentirem melhores.

E você, está já sofreu alguma vez com seus medos e fraquezas? Já teve medo de assumi-los? Conta pra gente aí nos comentários! Queremos ouvir a sua história!