Os 7 maiores desafios das empreendedoras criativas

Se você acompanha o nosso blog, deve ter visto que dias atrás postei um texto falando sobre minha história com o empreendedorismo criativo. Se você não viu, recomendo que leia agora mesmo. 🙂 Ainda empolgada com esse tema, resolvi fazer esse post com os 7 maiores desafios das mulheres que empreendem criativamente. Vem comigo!

1 | MOSTRAR-SE UMA EMPREENDEDORA DE FATO

Seja você homem ou mulher, mostrar-se um empreendedor “de verdade” é uma dificuldade real que empreendedores criativos enfrentam todos os dias, independente do seu gênero. Porém, quando se é mulher, nós sabemos que as coisas ficam bem mais difíceis.

2 | NÃO SE DEIXAR LEVAR PELAS GRANDES EMPRESAS E INDÚSTRIAS

Se você trabalha de maneira artesanal ou em pequena escala, em algum ponto da sua carreira já se deparou (ou deparará) com a concorrência das grandes empresas. Elas produzem em grande escala e, por isso, acabam diminuindo o preço final de determinado produto. Isso faz com que a pequena empreendedora não consiga competir no mercado e precise encontrar alternativas para poder continuar vendendo seu trabalho.

Daniel Von Appen

3 | SER UMA CONCORRENTE HONESTA

Enfrentamos diariamente uma série de escolhas que precisamos fazer. Nem todas as escolhas honestas, são as mais fáceis. Porém, ser honesto consigo, com o seu concorrente e com o seu cliente, deixa a vida mais leve. Afinal, a vida retribui aquilo que damos.

4 | NÃO PERDER O ENCANTO E A ORIGINALIDADE DO TRABALHO

Fazer algo diferente do que os outros estão fazendo, é sempre um desafio. Constantemente, empreendedoras criativas precisam de um tempo de pausa, para conseguirem recarregar sua energia, sua criatividade e poder continuar dando o melhor de si. (Se você está precisando desse momento de pausa agora, sugiro que leia esse post e também esse outro aqui).

Lauren Roberts

5 | TER UMA COMUNICAÇÃO AUTÊNTICA E CRIATIVA

Uma identidade visual que condiga com o seu trabalho, é um ponto importante para qualquer negócio de sucesso. Empreendedoras criativas devem comunicar exatamente aquilo que querem transmitir, por mais difícil que isso seja.

6 | MANTER-SE CONSTANTEMENTE ATUALIZADA

Muito estudo, dedicação e aprendizado também devem fazer parte da vida de uma empreendedora criativa. Afinal, não basta apenas criar. É preciso também entender de finanças, vendas, novas técnicas, etc.

Rawpixel

7 | SER ÚNICA

Talvez um dos desafios mais difíceis. Ter um trabalho diferenciado e único, independente do aspecto, é um desafio gigantesco em um mundo onde a concorrência cresce a cada instante.

É claro, existem inúmeros outros desafios que não citamos por aqui. Afinal, não só o empreendedorismo criativo, como também o empreendedorismo convencional, são cercados por “batalhas” diárias, não é mesmo? Mas que todos nós, que empreendemos, possamos ser respeitados e levados a sério, como merecemos!

Afinal, quem é? E o que faz um artista visual?

Muitas pessoas hoje em dia ainda me fazem essa pergunta: afinal, o que faz um artista visual? Resumidamente, um artista visual é a pessoa que produz e desenvolve trabalhos artísticos nos mais diversos meios: fotografia, pintura, desenho, escultura, instalação, vídeo, entre outros formatos. No meio acadêmico o curso de Artes Visuais desenvolve “estudos teórico-práticos que inter-relacionam processos de criação nas diferentes linguagens e mídias artísticas, como desenho, pintura, gravura, escultura, imagem digital, videoarte e fotografia, além da investigação da arte na contemporaneidade”. (fonte).

Além dos estudos práticos, no curso de graduação os alunos também aprendem noções de história da arte, teoria e crítica, debates sobre arte contemporânea, museologia, estudos sobre a arte na sociedade, entre outras aprendizagens. Há também a modalidade de licenciatura do curso, onde basicamente existem as mesmas diretrizes, porém, este aluno ainda se forma capacitado a dar aulas no ensino formal básico. Ou seja, o bom e velho professor de artes. Salve, salve!

Foto por Igor Miske

É claro que a graduação é algo totalmente opcional em se tratando do artista visual, a não ser na modalidade de licenciatura. Como não existe nenhum órgão regulamentador que conduz a área, qualquer pessoa que queira tornar-se um artista poderá fazer, afinal, pra fazer arte qualquer um é livre né! Aliás, existe bastante debate em torno da figura do artista visual e das artes como um todo. Como é uma área muito ampla e controversa, é difícil catalogar tudo e designar significados. Assim como a área das ciências, da sociologia e da história, tratam-se de áreas de estudo muito abrangentes e que tratam-se de bens da humanidade. 

Eu gosto de indicar a graduação em artes visuais para aquelas pessoas que tem uma forte inclinação para o mundo artístico mas não sabem exatamente que caminho tomar ainda. Minha trajetória acadêmica já teve muitos altos e baixos (outra hora faço um post somente sobre isso), mas de certo modo eu sempre gostei de arte e sempre tive curiosidade de aprender um pouco mais sobre essa área. Quanto as questões mais formais de emprego e renda, como disse anteriormente, tudo é muito instável e incerto em se tratando de arte. É claro que sempre tem a opção de você fazer muitas exposições e ganhar dinheiro como artista mesmo, desenvolvendo uma linha de trabalhos que pode fazer muito sucesso. Mas, essa é uma equação bastante complicada e que requer muito empenho. Eu particularmente sempre tive que trabalhar pra pagar a faculdade e estudar a noite, o que torna tudo um pouco difícil, ter 100% do meu tempo para me dedicar a pesquisa e produção de obras de arte. Mesmo assim, há sempre a opção de você trabalhar dentro dos nichos também, como por exemplo eu que acabei migrando para a fotografia.

Foto por Khara Woods

Para finalizar o texto, devo dizer que sou suspeita pra falar sobre as artes visuais. Eu tenho uma paixão enorme por ela e acho que todos que estão principalmente na faculdade também tem. Devo dizer que é preciso coragem pra encarar um curso como esse e principalmente desenvolver obras de arte em uma época onde todo mundo só pensa no retorno financeiro. É claro que eu também me preocupo com isso e preciso de dinheiro, todos precisamos! Mas, escolher seguir uma carreira simplesmente por amor é uma sensação boa demais e que necessita culhões, hehehe. Sou muito feliz de poder fazer parte desse grupo, o resto a gente corre atrás. 🙂