Afinal, o que é arte?

Falar sobre o que é ou o que significa arte é algo muito complicado. Eu diria até, que é um ato que exige coragem e uma certa ousadia. Durantes décadas e décadas, diversos pesquisadores e teóricos tentaram definir, em palavras, o que seria essa “atividade” tão diversa e misteriosa. Coloco “atividade” assim entre aspas, pois a arte está muito longe de ser somente isso, talvez, não esteja nem perto disso.

Anna Kolosyuk

Com o passar dos tempos, estes diversos autores foram compreendendo que talvez a arte não tenha apenas um único significado. E mais, que ela talvez seja algo tão abrangente que a nossa mente lógica é incapaz de catalogar e decifrar de maneira tão simples.

Mas, o objetivo desse texto não é colocar a arte em um patamar acima de nós. Antes de mais nada, ao meu ver, a arte só existe porque nós estamos aqui antes dela. Fomos nós, seres humanos, que começamos a expressar nossos pensamentos e emoções por meio das paredes das cavernas, quando ainda nem se quer havíamos desenvolvido qualquer tipo de linguagem escrita ou falada.

Arte rupestre de caverna francesa de Chauvet (uma dos mais antigas do mundo)

Desde os primórdios da humanidade, o homem vem desenvolvendo inúmeras formas de expressão. Mas, dizer que a arte é APENAS um meio de expressão, também é algo muito limitado, porque com certeza ela também é mais do que isso.

Apesar de todas as limitações na hora de definirmos o que é ou não arte, alguns pesquisadores chegaram em um consenso na hora de criar conteúdos que atendam a esta vasta e densa pergunta. Um livro que explica de forma muito clara e objetiva isso, é o livro “O que é Arte?”, do autor Jorge Coli. Esta “pequena-grande” publicação de apenas 131 páginas, traz de maneira bem sucinta, os principais aspectos que norteiam o significado da arte. Aliás, para quem tiver mais interesse e quiser ir mais a fundo no estudo, é possível baixar o livro em PDF na internet.

O que é Arte, de Jorge Coli

No livro, o autor aborda justamente a questão a respeito da diversidade de significado que a arte possui. E que ao longo dos tempos, estas respostas vão se modificando também. Atualmente, lugares como museus e instituições estabelecem, em sua maioria, o que vem a ser, ou não, arte. O autor comenta:

“Arte são certas manifestações da atividade humana diante das quais nosso sentimento é admirativo. (…) Se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas.” (p. 8)

Samuel Zeller

Apesar de todos estes questionamentos na hora de definirmos o que é ou não arte, é verdade que ela é a grande responsável por ampliarmos a nossa consciência, nossas capacidades de analisar, pensar e acima de tudo SENTIR. Quando falamos de arte devemos deixar o intelecto de lado e simplesmente nos lançarmos em busca de algo que a nossa racionalidade é incapaz de decifrar. 🙂

Justyna Wołodkiewicz e seus bordados em 3D

Você já parou pra imaginar bordados em três dimensões? A polonesa Justyna Wołodkiewicz, já. Ela cresceu vendo as mulheres da sua família fazerem trabalhos manuais como costura, crochê e entre outros. Quando cresceu, optou por artes plásticas, porém o bordado acabou entrando novamente em sua vida.

Atualmente, seus trabalhos possuem uma combinação perfeita entre cerâmica plástica e bordado. Esse último, ela aprendeu há mais ou menos um ano, consultando livros para não errar. Ela conta que a ideia do bordado surgiu no meio da noite e no dia seguinte, começou a bordar. Todos os seus trabalhos são desenhados em papel com antecedência. Após, ela cozinha e molda a cerâmica e apenas por último, as linhas são adicionadas. O resultado incrível dessas obras em três dimensões, você confere abaixo:

Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista

Incrível, né? Se você, assim como nós, adorou o trabalho dessa artista, pode conhecer um pouquinho mais do trabalho dela, através do Instagram e site.

Colaboradoras #2: O Artista, por Morgana Luz

Artista é uma porção de coisas antes de ser artista. É carregador de carga, caixa de super mercado, advogado, marceneiro, bancário, catador de latinha, contabilista e caçador de estrelas. Tem artista em todo o lugar, exercendo as mais diversas atividades, por gosto, por afinidade ou por necessidade. Raros são os que nascem, vivem e morrem artistas, sem experimentar o “cárcere cotidiano”. 

Muito se fala sobre a falta de espaço para o artista na sociedade atual, sobre como esse artista é visto pelo público que precisa cativar e como se  manter artista. O tanto de resistência que existe em cada um de nós é o que vai determinar o quanto de valor damos a própria arte. Queremos respeito, ser valorizados e espaço nos meios. Mas,  o que fazemos para conquistar este espaço? Que lugar nós ocupamos na nossa vida como artistas e o quanto assumimos esta responsabilidade?

Alguns falam sobre o modo como são tratados e como as pessoas descartam a arte. Porém, eu arrisco dizer que nós artistas, precisamos resistir mais. A partir do momento em que impomos o nosso valor e, por que não, o nosso preço, dizemos que SIM, se vive de arte. E que a arte vale alguma coisa.

Mas, neste ponto  existe um outro tipo de resistência. Se luta para que a arte seja valorizada e vista de outra forma – como mecanismo de regaste, de exteriorizar sentimentos e de compreender  o lugar em que se vive – , mas, se pouco vive isso e por inúmeros motivos. Um deles é o egoísmo.

Se faz arte pra quê? A arte, em si, é egoísta. Fazemos arte para satisfazer o que queremos dizer ao mundo, mas pouco se escuta. É preciso refletir sobre o nosso papel e o quanto ele pode impactar a vida das pessoas e de que forma isso é possível  e transformador dentro da própria arte. Como aquela pintura vai mexer no íntimo do meu espectador? Como a música chega aos ouvidos de quem não ouve nada? Como quem não vê vai enxergar  o que eu quero dizer? Questões para se refletir…

Mas, e agora, como organizar o meio exato da força? É preciso desligar o sensor dos sentidos e dos sentimentos? Não sei. Acredito que seja possível empreender no meio criativo, com base em alguns estudos, podendo assim nortear e sistematizar o caminho a ser seguido. Como se organizar financeiramente, em que investir no campo da arte e como desenvolver o potencial, atendendo ao seu público alvo, são áreas do meio empreendedorismo, mas que não devemos abrir mão se quisermos realmente ser donos do nosso caminho. Talvez não se tenha o “tino” para esse lado tão exato, porém, ele precisa ser desenvolvido, a duras penas, se for o caso.

Nem tudo são flores. Nem sempre elucubraremos 24 horas por dia. São necessários minutos, horas de planejamento e, talvez, um certo esforço nesse sentido, porque correr atrás de estrelas e imaginar universos é muito bonito, mas é incrível poder inspirar pessoas, através da realização dos nossos sonhos.

Judit Just: Uma explosão de cores e texturas

O plano inicial da espanhola Judit Just era ser uma designer, porém, abandonou a escola de moda para criar seu próprio tecido. Agora, ela trabalha com tapeçaria. Ou melhor, com arte em forma de tapeçaria. Após aprender muito sobre diversas áreas têxteis, como aplicações, bordados, colorações e etc., ela uniu todo o seu conhecimento e habilidade, à diversos materiais e cores. Assim, surgiu o seu fabuloso trabalho:

Acervo pessoal de Judit Just

Uma explosão de cores e texturas nos abraçam a cada imagem. Muita personalidade, técnica e criatividade caracterizam cada foto que vemos em seu Instagram. E o mais legal: Todos feitos à mão e criados unicamente por ela. Surda de um ouvido e com problemas de visão, ela conta que seu sentido mais aguçado é o toque. E só de olhar para os trabalhos dela, temos vontade de tocá-los, né?

Acervo pessoal de Judit Just
Acervo pessoal de Judit Just
Acervo pessoal de Judit Just
Acervo pessoal de Judit Just

Se você também gostou desse trabalho super original e colorido, pode conhecer mais (ou até adquirir) as artes de Judit, aqui está sua lojinha no Etsy.

#Respeitaasmina #4: Frida Kahlo

Quando falamos em mulheres fortes e inspiradoras, claro que não podemos deixar Frida Kahlo de fora. E é por isso que, hoje nos inspiraremos um pouquinho mais com a história dela. A pintora mexicana Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, se tornou uma das pintoras de maior destaque no cenário mexicano e mundial, por causa de sua pintura cheia de cores e personalidades.

Frida Kahlo

Revolucionária e destemida para sua época, Frida também sempre foi muito patriota e usava a sua pintura como fonte de expressão. Em muitos de seus quadros, ela retratava fases de sua vida, como por exemplo um dos abortos que sofreu, seu problema de coluna, que surgiu devido a um acidente que a deixou sem caminhar por muitos anos, e também retratos de seu marido, o também pintor Diego Rivera, que foi infiel durante toda a sua vida. Sendo assim, muitos de seus quadros são melancólicos e até mesmo chocantes, apesar de suas cores alegres (característica de sua origem mexicana, assim como suas roupas).

“Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o tema que conheço melhor”.  Frida Kahlo

Quadro ‘A Coluna Partida’ – 1944
Quadro ‘As duas Fridas” – 1939
Quadro ‘Sin Esperanza’ – 1945

Frida não teve uma vida fácil. Uma mulher de fibra, que soube superar através da pintura seus medos, fraquezas e problemas. Principalmente em uma época em que assuntos como infidelidade, aborto e bissexualidade eram pouco falados. Por esses e tantos outros motivos, ela é até hoje conhecida como símbolo de feminismo e inclusive se tornou uma figura popular para o tema, em forma de camisetas, quadros, xícaras e outros objetos.

Hoje, quem vai ao México, pode visitar a Casa Azul, lugar onde a pintora nasceu e que agora funciona como museu. A sua história também está presente no livro O Diário de Frida Kahlo – Um Auto Retrato íntimo, que foi escrito por ela, e conta sobre momentos importantes de sua vida, até seus últimos dias. E, para os cinéfilos de plantão, há também o filme Frida, lançado em 2002 e estrelado por Salma Hayek.

Páginas do diário de Frida
Páginas do diário de Frida
Páginas do diário de Frida

Frida Kahlo faleceu em 1954, após contrair pneumonia. Porém, sua determinação e força seguem conosco até hoje, inspirando a todas as mulheres.

Referências: 1 | 2 | 3

 

#Respeitaasmina #1: Marina Abramović

Dando o pontapé inicial na nossa semana de respeito ao dia da mulher (essa semana teremos um post por dia com mulheres inspiradoras), hoje vamos falar de uma artista sensacional e conhecida pelo mundo todo: Marina Abramović.

Pra quem não a conhece, Marina nasceu em 1946 na Iugoslávia e graduou-se em Bela Artes na Academia de Belas Artes de Belgrado. Seu trabalho passou a ser conhecido na década de 70, e continua sendo lembrado principalmente por suas performances surpreendentes.

“Sempre fui fortemente inspirada pelos primeiros exploradores, pessoas que vão a lugares desconhecidos e realizam viagens que não sabem onde e como terminam.” M.A.

O corpo sempre foi o tema central de suas obras. Desafiando limites físicos e sensações como dor, angústia, entre outros sentimentos, a preocupação de Abramović é com a criação de obras que ritualizem as ações simples da vida cotidiana, como mentir, sentar, sonhar e pensar, buscando uma transformação emocional e espiritual.

Performance “AAA-AAA”
Performance ” A artista está presente”

Em 2016, foi lançado o documentário “Marina Abramović e o Brasil”, com direção de  Marco Del Fiol. Esse filme é um verdadeiro tapa na cara de muitos brasileiros que insistem em desvalorizar o seu próprio país. No auge dos seus quase 70 anos na época, no longa, Marina viaja por lugares místicos do Brasil, pesquisando comunidades espirituais, pessoas e lugares de poder. Um Brasil diferente de tudo o que você já viu. Confira o trailer abaixo:

No seu site, é possível conhecer um pouco mais da história dessa fascinante artística performática. Marina é uma mulher que vai além do que lhe é imposto, supera-se na sua arte, na sua vida pessoal, no trabalho, nas suas relações amorosas e de amizade. Com certeza uma mulher que queremos sempre lembrar e prestigiar nessa semana em homenagem/respeito as mulheres incríveis que conhecemos. E você, qual mulher sensacional vai homenagear hoje?

Referências: 1 | 2 | 3

As palavras de Roberta Cruz

Poder mudar a visão do mundo através de traços. Já parou para pensar que este pode ser o objetivo da pessoa que faz trabalho de lettering? Pois bem, hoje vamos apresentar o trabalho da querida Roberta Cruz.

Roberta tem 24 anos, reside em São Caetano do Sul/SP e trabalha com lettering e ilustrações, além de outras atividades e projetos criativos. Tendo estudado Design e Publicidade e Propaganda, Roberta utiliza todo seu conhecimento e, principalmente, sua sensibilidade para participar de momentos importantíssimos na vida das pessoas.

Já teve a oportunidade de participar de casamentos, pedidos de namoro, noivados, aniversários, e muitos outros momentos marcantes que ficaram – e ficarão – na memória de seus clientes.

Como já podemos perceber, ela diz que o que mais lhe motiva é ver a sua verdade refletir nos sorrisos das outras pessoas. Lindo saber que o coração da Roberta está em cada traço feito em seus trabalhos, né?

Conheçam um pouco mais do lindo trabalho de Roberta, acessando seu portfólio virtual AQUI.

Os graffitis empoderados de Panmela Castro

Panmela Castro é uma artista e ativista feminista carioca, que utiliza da sua arte para comunicar questões ligadas ao feminismo pelo mundo. Com apenas 32 anos, ela possui um trabalho que busca provocar e polemizar as relações do corpo feminino, sexualidade da mulher, subjetividades, entre outros diversos assuntos. Ela é formada em Pintura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, é Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) na linha de processos artísticos contemporâneos.

No graffiti em especial, Panmela dá um show! Atuando como professora há mais de 14 anos, ela ministra workshops e palestras de graffiti e igualdade de gênero para a Secretaria de Segurança Pública, Petrobrás e Academia Brasileira de Letras. Ela também é idealizadora, fundadora e presidente da Rede NAMI, uma organização de gênero que usa as artes urbanas para promover os direitos das mulheres. Bora conferir o que ela tem feito por aí?

Edmonton, USA
Madison, USA
Miami, USA
Paris, França
Rio de Janeiro, Brasil
Santiago, Chile
Jerusalém, Israel
Cochabamba, Bolivia
São Paulo, Brasil
Linãres, Espanha

Que tal conhecer os outros trabalhos da Panmela e seguí-la nas redes sociais? 💜

Site/Portfólio | Facebook | Instagram | Intagram Portfólio | Rede NAMI

P.s: todas as informações e imagens foram retiradas diretamente do site e das redes sociais da artista.

Como ganhar dinheiro com arte?

Ano passado estive em um curso de Marketing Cultural para Artistas. Na aula, o professor trouxe diversas reflexões e dicas a respeito de como as pessoas podem divulgar melhor seus trabalhos, e assim ganhar dinheiro, sem necessariamente deixarem de fazer uma arte de qualidade. No curso, tivemos exemplos de artistas que estão na mídia mas não fazem trabalhos ruins, muito pelo contrário, o fato de ganharem dinheiro com o que amam os motiva a ser cada vez melhor. Pensando em tudo que aprendi, decidi fazer esse post com algumas DICAS para quem deseja trabalhar com arte e viver disso. O post é na verdade bastante sucinto diante de tudo que vi e do que ainda pode ser explorado sobre esse tema.  Vamos lá!

Atilla Taskiran

▶ MUDE SUA MENTALIDADE: VENDER A SUA ARTE NÃO É PECADO

Muitas pessoas podem pensar que vender a sua arte é um verdadeiro erro. Muitos artistas, principalmente aqueles ligados ao meio acadêmico, acreditam que ganhar dinheiro com arte é o caminho certeiro para a perda da qualidade e identidade artística. Mas, se vivemos em mundo capitalista, e amamos o que fazemos, ganhar dinheiro pode ser um verdadeiro motivador para a qualidade, em muitos casos. Basta observarmos um pouco e veremos diversos exemplos de pessoas que ganham dinheiro com sua arte, mas não necessariamente perderam a qualidade dos seus trabalhos, e fazem o que amam, com muito carinho. Já que não vivemos em mundo ideal e vamos ter que trabalhar, porque não fazemos isso com algo que amamos fazer, o tempo todo? Reflita.

ORGANIZE SEU MATERIAL E TENHA UM PORTFÓLIO 

Essencial para qualquer criativo de qualquer área. Pode ser impresso ou em meio virtual (de preferencia os dois), é preciso preparar os seus trabalhos para apresentá-los as pessoas que ainda não os conhecem. Se você deseja vender quadros, tire boas fotografias de alguns deles e mostre as pessoas, divulgue na internet. Ou melhor ainda, tenho um espaço de arte/atelie/estúdio, para que assim possa receber as pessoas para verem os seus trabalhos. Mostrar que você é uma pessoa organizada e que o seu trabalho tem valor, assim como sua carreira, é extremamente importante pra quem deseja ganhar dinheiro com arte. Seja profissional!

STIL

ENCONTRE UM NICHO E EXPLORE ELE 

Nichos podem ser mais interessantes do que imaginamos. Nossa sociedade é dividida em grupos, e que graças a internet atualmente, podem atrair milhares de pessoas com uma mesma finalidade. Quer um exemplo? A música gospel. Apesar de nunca ter escutado esse gênero musical, existem milhões e milhões de pessoas que acompanham e gostam desse estilo. Se você é um cantor gospel, ainda existe dentro desse gênero milhares de outras áreas a serem exploradas, como por exemplo, o sertanejo gospel, a música clássica gospel, o pop, o rock, etc. Através deles, poderá continuar fazendo arte sem necessariamente “vender-se” para ganhar milhares de fãs ou seguidores, e mesmo assim, terá seu público fiel e que aprecia o que você faz.

▶ DIVULGUE SEU TRABALHO PELA INTERNET 

Não preciso dizer mais nada né? Facebook, Twitter, Instagram, Blogs, Site, Google+… Não é preciso estar em todos ao mesmo tempo, mas pelo menos algum deles aconselho fortemente a fazer parte. Você pode criar uma página no Facebook para divulgar seus trabalhos, ou então criar um blog como este para postar todos os seus processos de criação. Inteiramente gratuitas, as plataformas das redes sociais não são difíceis de manusear e bastam algumas horas para que todo mundo conheça o seu trabalho. Ah, e claro, não esqueça de atualizá-los sempre. Os conteúdos na internet precisam estar em constante movimento também, assim como a vida real.

Tim Mossholder

▶ ACOSTUME-SE COM A ROTINA 

Parece bobagem colocar este item aqui, mas acredite, quando você passa a ganhar dinheiro com sua arte e viver dela, talvez muita coisa que parecia encantadora antes não despertará mais em você aquele brilho no olho. Sempre quando fazemos algo por hobbie, fazemos tudo de forma mais descompromissada e sem expectativas. Tudo o que ganhamos com ele passa a ser lucro. Quando passamos a fazer regularmente algo, objetivando ganhar dinheiro com isso, existem alguns fatores que sempre estarão presentes em nosso dia-a-dia: rotina, stress, falta de tempo, cansaço, etc. Se você pretende levar sua arte adiante e ganhar dinheiro com ela, esteja preparado para assumir tudo aquilo que você verdadeira ama e faz, até mesmo se isso incluir o lado chato de algumas coisas. 💜

E aí, gostou das dicas? Tem alguma também que queira compartilhar conosco? Fala pra gente aí nos comentários! 🙂

Seja uma artista atualizada! A importância da sua marca

Štefan Štefančík

Engana-se quem pensa que todo artista é um ser sem rumo, que vive vendendo sua arte na praia e mora como hippie pelas ruas das cidades. É claro que se ele quiser viver assim, ele também tem esse direito, assim como qualquer pessoa no mundo. Porém, é bem comum associarmos a figura do artista com esteriótipos prontos e cheios de clichês como este, veja mais alguns exemplos aqui.

Nos últimos tempos, o mundo vem vivendo mudanças significativas nos seus mais diversos âmbitos. A internet é a mais nova poderosa ferramenta na disseminação de novos conteúdos. Consequentemente, a maneira como vemos e encaramos a arte também. Agora, com apenas um clique, podemos ter novos conteúdos visuais a nosso dispor, além do que, divulgar um novo trabalho, ficou muito mais fácil.

Kai Oberhäuser

Para o artista visual, essa nova realidade inclui também uma série de mudanças. Estar em sintonia com essas novas ferramentas digitais, inclui atualização constante e trabalho, muito trabalho. É claro que sempre há a opção de você permanecer somente no offline, mas, cá entre nós, sabemos que essa realidade é cada vez mais escassa.

Ser uma pessoa que produz trabalhos artísticos e tem a sua própria marca, requer acima de tudo seriedade e dedicação naquilo que você faz. Saber divulgar e apresentar isso ao mundo, requer um mínimo conhecimento sobre marketing e empreendedorismo criativo/digital. Se você deseja ter retorno financeiro razoável e impacto social e cultural com a sua arte, precisa realmente levar a sério o que você faz, e acima de tudo, não ter medo de mostrar isso ao mundo. Seja um artista atualizado e esteja consciente sobre a importância de sua marca no mundo!

O mundo se modernizou… e as princesas da Disney também!

As princesas da Disney sempre foram (e continuam sendo) uma referência muito forte na vida de qualquer menina. Todas já sonharam alguma vez em viver em um castelo, ter uma fada madrinha, conhecer seu príncipe encantado… Mas o mundo se modernizou, não é mesmo? E as princesas da Disney também!

A artista e ilustradora Anoosha Syed criou novas histórias para as personagens. E nós escolhemos algumas para compartilhar com vocês. Com qual você mais se identifica?

BRANCA DE NEVE: De ingênua, ela não tem nada. Uma super blogueira de moda e rainha das selfies e redes sociais. Além de amar peças vintage, promove que todos os tipos de corpos são lindos e que cada mulher é única!

ARIEL: Apesar do seu amor pelo mar, Ariel descobriu o amor pelas pessoas e diferentes culturas. Ela agora é antropóloga.

MULAN: Após precisar se fingir de menino para defender seu pai e seu país, Mulan entrou para a escola militar e agora é cadete. Ela provou que isso “não é coisa de menino” e deixou seu pai super orgulhoso.

ESMERALDA: Quando era criança, Esmeralda chegou à França como refugiada. Hoje, ela é bailarina e super ativa como voluntária nos campos de refugiados. Ela luta contra o preconceito e a favor da justiça social. E o seu lugar favorito de Paris? Notre Dame, é claro!

TIANA: A protagonista do filme “A Princesa e o Sapo” é uma empreendedora de sucesso. Ela possui uma rede de cafeterias chamada “Tiana Palace Café” que se espalhou pelo mundo inteiro.

POCAHONTAS: Trabalha como tradutora e estuda Liguística na faculdade. Sem falar do seu amor por esportes radicais, como escalada de penhascos e passeios de caiaque. Ela adora adrenalina!

MERIDA: A protagonista de “Valente” continua com sua paixão por arco e flecha. Além disso, agora ela possui uma banda de punk rock chamada “Mor’du”.

JANE: Ela se tornou ilustradora e partiu com seu pai para o Congo, para ajudá-lo em sua pesquisa com gorilas africanos. Já imaginou quantas ilustrações lindas ela deve criar? <3

BELLA: Além de ler muito, ela é fã de muitos personagens de filmes e séries. Passa horas assistindo Game of Thrones e lendo histórias sobre seus personagens favoritos.

JASMINE: Agora blogueira de viagem, ela viaja o mundo e conhece novas culturas. Mas, nada de “tapete voador”, viu? 🙂

E aí, qual você gostou mais? Conte pra gente nos comentários! 🙂

 

 

 

Afinal, quem é? E o que faz um artista visual?

Muitas pessoas hoje em dia ainda me fazem essa pergunta: afinal, o que faz um artista visual? Resumidamente, um artista visual é a pessoa que produz e desenvolve trabalhos artísticos nos mais diversos meios: fotografia, pintura, desenho, escultura, instalação, vídeo, entre outros formatos. No meio acadêmico o curso de Artes Visuais desenvolve “estudos teórico-práticos que inter-relacionam processos de criação nas diferentes linguagens e mídias artísticas, como desenho, pintura, gravura, escultura, imagem digital, videoarte e fotografia, além da investigação da arte na contemporaneidade”. (fonte).

Além dos estudos práticos, no curso de graduação os alunos também aprendem noções de história da arte, teoria e crítica, debates sobre arte contemporânea, museologia, estudos sobre a arte na sociedade, entre outras aprendizagens. Há também a modalidade de licenciatura do curso, onde basicamente existem as mesmas diretrizes, porém, este aluno ainda se forma capacitado a dar aulas no ensino formal básico. Ou seja, o bom e velho professor de artes. Salve, salve!

Foto por Igor Miske

É claro que a graduação é algo totalmente opcional em se tratando do artista visual, a não ser na modalidade de licenciatura. Como não existe nenhum órgão regulamentador que conduz a área, qualquer pessoa que queira tornar-se um artista poderá fazer, afinal, pra fazer arte qualquer um é livre né! Aliás, existe bastante debate em torno da figura do artista visual e das artes como um todo. Como é uma área muito ampla e controversa, é difícil catalogar tudo e designar significados. Assim como a área das ciências, da sociologia e da história, tratam-se de áreas de estudo muito abrangentes e que tratam-se de bens da humanidade. 

Eu gosto de indicar a graduação em artes visuais para aquelas pessoas que tem uma forte inclinação para o mundo artístico mas não sabem exatamente que caminho tomar ainda. Minha trajetória acadêmica já teve muitos altos e baixos (outra hora faço um post somente sobre isso), mas de certo modo eu sempre gostei de arte e sempre tive curiosidade de aprender um pouco mais sobre essa área. Quanto as questões mais formais de emprego e renda, como disse anteriormente, tudo é muito instável e incerto em se tratando de arte. É claro que sempre tem a opção de você fazer muitas exposições e ganhar dinheiro como artista mesmo, desenvolvendo uma linha de trabalhos que pode fazer muito sucesso. Mas, essa é uma equação bastante complicada e que requer muito empenho. Eu particularmente sempre tive que trabalhar pra pagar a faculdade e estudar a noite, o que torna tudo um pouco difícil, ter 100% do meu tempo para me dedicar a pesquisa e produção de obras de arte. Mesmo assim, há sempre a opção de você trabalhar dentro dos nichos também, como por exemplo eu que acabei migrando para a fotografia.

Foto por Khara Woods

Para finalizar o texto, devo dizer que sou suspeita pra falar sobre as artes visuais. Eu tenho uma paixão enorme por ela e acho que todos que estão principalmente na faculdade também tem. Devo dizer que é preciso coragem pra encarar um curso como esse e principalmente desenvolver obras de arte em uma época onde todo mundo só pensa no retorno financeiro. É claro que eu também me preocupo com isso e preciso de dinheiro, todos precisamos! Mas, escolher seguir uma carreira simplesmente por amor é uma sensação boa demais e que necessita culhões, hehehe. Sou muito feliz de poder fazer parte desse grupo, o resto a gente corre atrás. 🙂

Colaboradoras #1: “O caminho mais difícil”, por Morgana da Silva Luz

Pra iniciar com tudo a nossa nova categoria (pra quem não sabe do que estamos falando, clique aqui), um texto pra lá de especial de uma mulher criativa que já passou por aqui antes. Convidamos a Morgana para escrever pra gente, e ela topou na hora. Cheia de histórias, ela fez um compilado das suas vivências, misturadas com um gostinho de incentivo. Se você ainda não viu, ou não lembra do bate-papo da Mor, clique aqui para ver.  Boa leitura! 


“O CAMINHO MAIS DIFÍCIL “, por Morgana da Silva Luz

Foto por Matt Duncan

Eu escolhi o caminho mais difícil. Mas, CAAAALMA AÍ!

Primeiro: é um prazer escrever para este blog e projeto que tanto admiro! Gurias, vocês são SHOW!

Segundo: sim, o mais difícil.

Eu tinha 19 anos quando ingressei na faculdade de Artes Visuais, muito pela vontade de cursar fotografia e por uma certa aptidão e gosto pelas artes de modo geral.  Mas eu não sabia ao certo o que ia acontecer ou por qual caminho seguir. O meu trabalho atual não era a realidade nem o sonho daquele momento. Enfim, segui.

Tive alguns empregos no comércio até que ingressei na licenciatura. AÍ SIM, eu teria uma profissão. Porque, eu não sei se vocês sabem, mas ARTISTA não é profissão (risos irônicos). Depois de longos 6 anos, me formei. Então, comecei a atuar em escola e até aí tudo certo. SÓ QUE NÃO.

O Otília e Cristina Atelier de Criação era uma realidade já, há alguns anos, mas AQUELE empurrãozinho sempre faltou. Sempre tinha algum apoio, algum projeto, algum estágio que me segurava “nas escuras” do atelier. Viver de criação, de modo geral, requer MUITA paciência. E persistência.

Foto por Joe Shillington

Cara, tu dá de cara no chão algumas muitas vezes…. Mas eu tinha tudo! Tinha um espaço, tinha o talento, tinha a vontade e apoio de todos os lados.

Mas vai dizer que não é tri ter dindim caindo na conta todo mês?

Não é, quando se tem instabilidade emocional.

Dito e feito. Larguei a escola e optei por viver  o meu sonho, da forma mais intensa possível! O meu sonho? Bem, viver do que eu amo fazer, talvez seja o meu sonho. As coisas mudam muito na minha mente, mas sempre com foco no trabalho que eu desenvolvo.

Escolhi uma linha de trabalho. Fiz meus planejamentos. Guardei grana. Investi em divulgação. E TCHARÃM! Cá estamos, trabalhando com uma equipe LINDA, reformulando ideias e realizando sonhos.

Atualmente, aluguei uma casa para o atelier e eu acho incrível pagar aluguel! hahaha Calma, eu explico: viver de arte, em um país que acha que cultura é balela, saúdeeducaçãoeoescambal são desnecessários e artista é tudo vagabundo, é complicado. Mas não é impossível.

Eu acredito muito no ser humano. Acredito muito nessa gente que tem colocado a cara a tapas. Nas coisas que tem acontecido na minha cidade e nos arredores. Nas pessoas que acreditam no meu trabalho. E no trabalho que eu desenvolvo para  o mundo.

É preciso ter um propósito. Produzir em massa já é coisa do passado, apesar dos pesares. O que eu faço, exatamente, envolve gente, envolve amor, envolve criação e envolve, sobretudo, uma preocupação imensa em passar todo o carinho e respeito que temos pelo planeta.

Escolher  o caminho mais difícil, portanto, é difícil! Cada ser humano é um universo, e nós sabemos onde apertam os nossos sapatos.

Largar TUDO as vezes não funciona. É necessário dosar as possibilidades, planejar com cuidado e acreditar. Algumas pessoas vão dizer que não dará certo, mas existirão outras que apoiarão. O bacana é escutar os dois lados e ter bom senso para medir os riscos. Pode dar tudo errado. Mas você foi lá e tentou! Tentar, na verdade, não. Você CONSEGUIU. O prosseguimento dos projetos vai muito do quanto você se apropriou do assunto em questão, e do quanto você está preparado para possíveis tombos. E eles vão acontecer. O negócio é acreditar, perseverar e , se preciso, agir com resiliência!


É possível ganhar dinheiro com arte?

Durante muito tempo, vivíamos em uma sociedade que não via o artista como um profissional, mas sim um ser “iluminado” e que dispunha de conhecimentos que ninguém mais possuía. Estas pessoas levavam uma vida inteira para adquirir certas experiências e desenvolver os seus trabalhos. Além disso, até poucas décadas atrás, nossa sociedade teve que lidar com a escassez, seja em função de guerras, crises, falta de recursos, entre muitos outros fatores.

Porém, hoje em dia vivemos uma realidade muito diferente. Apesar de alguns problemas semelhantes, com o acesso a internet, ficou muito mais simples e prático obter conhecimento, além de mostrar nossos talentos e habilidades ao mundo. E isso inclui principalmente o campo da arte. Hoje, com apenas um clique, é possível divulgar o novo álbum da sua banda ou então as novas ilustrações produzidas. E que maravilha que é viver essa revolução!

Foto de Nik MacMillan

Graças a esse acesso quase ilimitado a uma série de conhecimentos, posso estar aqui agora escrevendo esse texto para você. Se fosse em outros tempos, certamente demoraria muito mais tempo para repassar essas informações adiante. É claro que estas facilidades possuem dois lados: de um lado temos a praticidade e agilidade a nosso favor, mas em contrapartida a isso também temos uma concorrência muito maior. Mas este já é assunto para outro post.

Então, você me pergunta: “Mas afinal, é possível ou não ganhar dinheiro fazendo ARTE?”. E eu lhe respondo: SIM! É possível sim! Porém, assim como em qualquer outra área, trabalhar e ganhar dinheiro requer muito estudo, dedicação e respeito com a profissão. Para ser um artista de renome e consequentemente ganhar dinheiro, você precisa antes de tudo, dedicar-se em tempo integral ao seu objetivo, fazer trabalhos com significado e que realmente agreguem valor a você a aos outros. Trabalhando exclusivamente para a sua arte e dando o seu melhor, certamente você será reconhecido, e consequentemente ganhará dinheiro com esse campo tão lindo e cheio de desafios.