#Respeitaasmina #6: Nina Simone

Eunice Kathleen Waymon, mais conhecida pelo nome artístico de Nina Simone, nasceu no ano de 1933, em Tryon, Carolina do Norte, Estados Unidos. A infância de Nina foi pobre e simples, porém, isso não a impediu de se interessar pela música desde cedo. Começou a cantar em bares de cabarés para poder se sustentar. Além da sua voz única que misturava jazz, blues, folk, soul e música clássica, ficou conhecida também por ser uma mulher de fibra, e que lutava bravamente pelos direitos civis dos negros.

“Eu podia cantar para ajudar meu povo e isso se tornou o principal esteio da minha vida. Nem o piano clássico, nem a música clássica, nem mesmo a música popular, mas a música dos direitos civis.” Nina Simone

A música era definitivamente a sua melhor arma. Nina foi uma mulher incrível justamente por não ter medo de se posicionar, e ser uma das primeiras mulheres negras a frequentar diversos espaços. Suas músicas expressavam os seus sentimentos e o ativismo contínuo.

Quando tinha somente 17 anos, mesmo dedicando-se inteiramente, não foi aceita em um conservatório de música clássica, chamado Curtis Institute of Music. Nina atribui essa rejeição ao fato de ser uma mulher negra, e isso tudo só a fez ter ainda mais vontade de lutar por sua música e seus diretos como mulher.

Na década de sessenta, casou-se com o detetive Andrew Stroud, que mais tarde veio a se tornar o seu empresário, e teve sua única filha chamada Lisa Simone. Os dois se separam anos mais tarde, devido aos diversos desentendimentos. Segundo fontes, ele até mesmo havia espancado ela.

Em 1963, a sua música Mississipi Goddam tornou-se um hino da causa negra. A canção fala do um assassinato de quatro crianças negras em uma igreja de Birmingham. A partir de então, Nina envolveu-se completamente com as causas do povo negro e não parou mais.

No início da década de noventa, com mais de cinquenta anos de idade, Nina descobriu um câncer de mama em estágio avançado, e lutou bravamente contra ele por mais de dez anos. Também foi diagnosticada com uma forte depressão e com transtorno bipolar. As diversas medicações prejudicaram bastante a sua vida, especialmente em sua carreira, além de passar a conviver com crises de pânico e ansiedade constantemente. Ela faleceu no ano de 2003, aos 70 anos de idade, na França.

Recentemente, a Netflix lançou um documentário que conta sobre a vida de Nina Simone, com um enfoque no seu transtorno bipolar. Mesmo assim, existem outros documentários pela internet que contam mais detalhes da sua carreira musical e artística. Ainda assim, da pra ter um gostinho do que foi esse ícone assistindo o trailer abaixo, confira:

E aí, gostou de conhecer um pouco mais sobre a Nina Simone? Tem algum outro fato da história dela que gostaria de acrescentar? Escreve pra gente nos comentários e não deixa de compartilhar com outras mulheres igualmente incríveis que você conhece. 🙂

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