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4 dicas pra deixar o feed do seu Instagram mais bonito

O Instagram tem servido como canal de venda para muitas empresas e marcas. Cada vez mais, grandes e pequenas empresas têm se dedicado a causar desejo de consumo através das fotos no Instagram. Para isso, é preciso que as fotos sejam boas e que o feed seja organizado e tenha uma consistência. Não adianta sair publicando tudo o que você achar que está bonito, ok? É muito importante que as suas fotos sejam previamente selecionadas com cuidado, para que seu feed fique bonito, organizado e harmonioso.

Ben Kolde

Aqui nesse post, vou dar algumas dicas de como você pode deixar o seu Instagram (pessoal ou profissional) mais organizadinho e bonito, atraindo assim, mais pessoas interessadas em seu conteúdo.

  • O primeiro passo, é selecionar o que você irá publicar. É MUITO importante que as suas fotos estejam bem feitas. Com boa iluminação e óbvio, com foco. É bacana se todas as suas fotos tiverem a mesma edição. Eu, por exemplo, uso o aplicativo VSCO para editar a tonalidade das minhas fotos. Assim, todas ficam com uma edição semelhante. Olha que lindo esse feed da Paris in Four Months!

  • Nós, do Pagu, usamos a técnica das cores em nosso Instagram. Ela nada mais é do que selecionar uma cor por mês e, todas as publicações daquele mês, seguirem certo padrão de cores. Por exemplo: em setembro, todo o conteúdo tinha tons de azul, em outubro, o conteúdo foi laranja, agora em novembro é vermelho, e assim sucessivamente. Dessa maneira, cada mês fica separado por uma cor e, todas as fotos combinam entre si.

  • Outra opção, é selecionar uma paleta de cores que combina com o seu trabalho. Por exemplo o Instagram do Apartamento_203: Perceba que a paleta de cores usada nesse feed é bem clarinha. Só tons pastéis, bastante branco e tudo bem clean. Viu como tudo combina?

  • Mais uma técnica bacana, é a do TRIO. Cada "linha" de fotos do feed possui três fotos, certo? Então, a opção é você publicar três fotos que combinem entre si. Assim, sucessivamente. Dessa forma, cada "trio" de fotos forma uma linha, com cores semelhantes. É essa técnica que a cantora Beyoncé tem utilizado.

E aí, legal, né? É interessante que você escolha apenas uma maneira de organizar seu feed e leve ela adiante. Não dá pra ficar trocando toda hora, né! Lembre também de usar hashtags que tenham a ver com a sua foto/trabalho e publicar com frequência. Não dá pra publicar 10 fotos hoje e passar a semana seguinte sem publicar nada. 🙂

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5 dicas para ser uma pessoa mais produtiva

Com o tempo e a maturidade, vamos aprendendo que ser produtiva é uma qualidade mais do que necessária. Com uma rotina cada vez mais corrida, ser alguém organizada e comprometida com as suas atividades, é garantia quase certa de um grande diferencial. Pensando nisso, elaboramos 5 dicas para quem deseja ser mais produtiva, seja no trabalho, ou na vida pessoal, ou nos dois ao mesmo tempo. Let's go! 🙂

1 | ESTABELEÇA UMA ROTINA

Muito temida por grande parte das pessoas, a rotina tem sim o seu lado bom. Ter uma rotina é fundamental para que as coisas fluam de maneira saudável, seja no trabalho ou em casa. Quando nos comprometemos a entrar numa rotina, é porque realmente estamos dispostos a determinada ação. Isso significa que você terá que colocar no papel todas as suas atividades e demais obrigações, ficando comprometida a estabelecer hábitos. Acredite, faz toda a diferença na hora de mostrar resultados. Faça da rotina sua grande amiga!

2| UMA COISA DE CADA VEZ

Parece bobagem né? Mas ter calma e ponderação para fazer uma coisa de cada vez é um privilégio de poucos, e pode lhe garantir mais energia. Ansiosa que sou, sempre fui daquelas pessoas que não sabe esperar, principalmente em se tratando de trabalho. Quero fazer tudo, e ao mesmo tempo! O resultado são tarefas não tão bem executadas, e que poderiam ter obtido melhores resultados se eu tivesse feito uma coisa de cada vez. Saiba dosar as suas energias e faça uma coisa de cada vez!

3| FAÇA INTERVALOS

Nosso cérebro não é uma máquina, definitivamente. Apesar de vivermos tempos cada vez mais acelerados, fazer intervalos entre as atividades é ESSENCIAL para o bom resultado e comprometimento dos seus afazeres. Estabeleça pequenos intervalos ao longo do seu dia, saia para dar uma volta, pare para fazer um lanche, tomar um café, conversar com os amigos… não caia na tentação de achar que assim você está rendendo menos, e portanto, será menos produtiva. Fazer pausas é mais que necessário. Você verá que ao voltar as suas atividades estará com mais disposição e com a cabeça mais fresca para poder se concentrar melhor, produzindo assim com mais dedicação.  Acredite em mim.

Tatiana Nino

4| DEFINA O QUE É MAIS URGENTE

As vezes ficamos com tantas coisas para fazer, que mal sabemos por onde começar. Se você já passou por isso, ou se encontra assim agora, pare tudo o que está fazendo já! Antes de qualquer coisa, faça uma lista do que é mais urgente. Pode parecer que você estará perdendo mais tempo ainda com essa atitude, mas acredite, ela é fundamental para que possamos ter consciência do que realmente devemos fazer, e portanto, da nossa rotina como um todo. Aos poucos, comece a adotar essa lista como hábito, e verá que o seu dia fluirá ainda melhor.

5| SEJA GRATA

Nada mais óbvio não? Mas, muitas pessoas esquecem deste pequeno detalhe. Seja no trabalho ou na vida pessoal, seja sempre grata pelas oportunidades que você encontra pelo caminho, sejam elas boas ou ruins. Momentos ruins também servem para que possamos aprender a valorizar os bons. Tenha essa consciência. Seja uma pessoa positiva e que valoriza a vida como um todo, atitudes assim são essenciais para a boa produtividade da vida.

E aí, gostou das dicas? Tem mais alguma que gostaria de acrescentar? Conta aí nos comentários pra gente! 🙂

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Duas vidas, duas medidas

Meninas são ensinadas a embalar bonecas desde cedo. Cuidar de bonecos-bebês, amando-os incondicionalmente. São ensinadas a desejar ter filhos e/ou filhas, empurram bebês (cada vez mais realistas) em seus carrinhos de brinquedo, fazem suas comidinhas e trocam suas fraldas. Elas são ensinadas que ser mãe é uma dádiva, um objetivo a ser alcançado e uma forma de realização como mulher. Nada disso seria problema se fosse garantido, a essas mesmas meninas, o direito da escolha.

Há muitos anos, a mídia ajuda a consolidar a visão romântica de ser mãe. Retrata mulheres felizes com bebês no colo, sorridentes acariciando suas barrigas, mulheres fazendo as melhores decisões (de compra) para a sua prole, ou que não dormem por causa dos seus bebês. O sacrifício materno é necessário e faz da mulher um ser virtuoso. Dentro da nossa sociedade, ela está cumprindo o papel que lhe cabe como mulher, que lhe torna o ser humano especial a que está destinada. Tornar-se mãe é, provavelmente, a maior das expectativas colocadas na mulher desde o seu nascimento. Expectativa, essa, que fica evidente, por exemplo, nas capas de revista ou sites de notícias que comunicam a gravidez, geralmente muito aguardada, de alguma celebridade de forma espetaculosa.

Cria-se, assim, o imaginário de que o fato de engravidar deve ser encarado como um presente. Afinal, que mulher, depois de tudo isso, não ia querer ser mãe? Desconsideradas todas as circunstâncias, ser mãe deve ser encarado como algo positivo por todas as mulheres e ponto final. Seria muito fácil, não fossem as tais circunstâncias, ou seja, os pormenores da condição em que cada mulher vive. Trazer à baila a conjuntura em que a mulher está inserida questiona todo esse imaginário e determina se essa gravidez pode, ou não, ser uma benesse.

Arteida Mjeshtri

Imagine freiras que vivem enclausuradas em um convento, longe de tudo, sendo estupradas e engravidando de soldados que estão de passagem por ali. Esse é o tema do filme Agnus Dei (título original: Les Innocentes, 2016), baseado em fatos acontecidos na Polônia, em 1945. Imagine uma mulher que tem um problema de saúde cuja gravidez tem implicações tão sérias quanto a possibilidade de sua própria morte. Imagine uma menor que, embora muitos advoguem o contrário, não tem discernimento em suas ações, grávida do seu abusador. Imagine uma mulher que não se sente preparada para ter uma criança. Imagine uma mulher que, simplesmente, não quer ter filhos e se vê grávida. Sim, existem muitos métodos contraceptivos, mas que atire a primeira pedra quem nunca cometeu um deslize.

Se você olhar para o lado, poderá se deparar com pelo menos uma mulher que tenha realizado um aborto. Possivelmente, a maioria das mulheres com quem você falar dirá que, alguma vez na vida, considerou a alternativa. Declarações que virão carregadas de um sentimento de culpa inestimável. Na maioria das vezes, essas ações ou pensamentos são revelados somente em momentos de máxima confissão porque, novamente, nós devemos amar o fato de gerarmos vida. É claro que amamos. Mas nós também precisamos, ou melhor, queremos, amar a nossa própria vida.   

Uma das questões mais polêmicas quando o assunto é aborto se baseia na dicotomia “vida do feto” versus “escolha da mulher”. Claro que não é tão simples. A escolha tem implicações morais gravíssimas para a mulher que é quem, diga-se de passagem, acaba tendo que tomar a decisão sozinha na maioria dos casos. Que tipo de pessoa isso a torna? Como ela pode abrir mão de um futuro, em tese, desejado? A filósofa Rosalind Hursthouse*, em suas considerações sobre o aborto, aponta:

“o fato de a interrupção de uma gravidez ser, de certo modo, a eliminação de uma nova vida humana e, deste modo […], se conectar com todos os pensamentos sobre vida e morte, paternidade-maternidade e relações familiares, deve tornar o assunto grave”.

Ou seja, a decisão não é meramente sobre a continuidade ou término de um ser, mas também sobre todas as nossas concepções e crenças acerca desses assuntos trazidos pela autora que permeiam o fato de saber-se grávida.

Ronaldo Oliveira

Mesmo não sendo uma escolha simples, os números são impressionantes. De acordo com a Pesquisa Nacional do Aborto 2016**, “os resultados indicam que o aborto é um fenômeno frequente e persistente entre as mulheres de todas as classes sociais, grupos raciais, níveis educacionais e religiões: em 2016, quase 1 em cada 5 mulheres, aos 40 anos já realizou, pelo menos, um aborto. Em 2015, foram, aproximadamente, 416 mil mulheres”. Em um país em que o aborto é hipocritamente ilegal, na grande maioria dos casos. O argumento de que, em caso de legalização, haveria uma enxurrada de mulheres fazendo o procedimento cai por terra quando você ouve o relato de uma delas. Sem contar o número de mortes causadas por esses abortos feitos clandestinamente (saiba mais lendo estas notícias: Jandira e Abortos).

Até o momento, o aborto é permitido, no Brasil, em casos de estupro, de risco de vida e, por jurisprudência, de feto anencéfalo. Mesmo assim, os relatos sobre a grande dificuldade em realizar o procedimento nesses casos são inúmeros. O fato é que, agora, o quadro da hipocrisia se completa com a notícia de uma possível alteração nessa realidade. Enquanto analisava duas propostas de emendas constitucionais  – a PEC 181/15, do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a PEC 58/11, do deputado Dr. Jorge Silva (PHS-ES) -, o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), sugeriu uma mudança de conceito no texto que tratava sobre o tempo de licença-gestante: “de que a vida começa na fecundação do óvulo, e não no nascimento”. Essa alteração, segundo outros parlamentares, pode “inviabilizar o aborto nos casos permitidos pelo ordenamento jurídico brasileiro”. A comissão especial ainda está discutindo o relatório e deputados das bancadas do PSOL e do PT têm apresentado destaques com o argumento de que está sendo incluída matéria estranha no documento, ou seja, o relator incluiu algo que não fora apreciado anteriormente pela casa. Até o momento, uma das propostas de realizar um debate mais aprofundado sobre o tema já foi rejeitada.

É evidente que se trata de uma manobra, encabeçada pela poderosa bancada religiosa para inviabilizar a realização do procedimento, com a bandeira do “nós somos a favor da vida” ou “nós protegemos os indefesos”. É interessante notar que a comissão especial*** que delibera especificamente sobre esta PEC foi criada logo depois que uma decisão do STF poderia abrir precedente para descriminalizar o aborto realizado nos três primeiros meses de gestação (saiba mais neste link). Uma óbvia retaliação dos nossos deputados justiceiros, que utilizam o discurso religioso para fundamentar seus argumentos.

Posições como as dos nossos parlamentares fomentam a continuidade de todos os tipos de desigualdades. Mulheres continuarão procurando clínicas clandestinas. Bebês continuarão sendo abandonados afetivamente por mulheres que não estavam prontas para assumir esse compromisso. Bebês continuarão sendo encontrados em latas de lixo. Mulheres continuarão perdendo suas vidas pelo discurso hipócrita do “sou a favor da vida”. A favor da vida de quem? Nosso estado supostamente laico está cada vez mais intransigente.

*Rosalind Hursthouse. Virtue Theory and Abortion. Philosophy and Public Affairs, Vol. 20, No. 3 (Summer, 1991), pp. 223-246.

** Debora Diniz, Marcelo Medeiros e Alberto Madeiro. Pesquisa Nacional do Aborto 2016. Ciência & Saúde Coletiva, 22(2):653-660, 2017.   

***Para acompanhar os trabalhos da Comissão Especial “PEC 181/15 – Licença Maternidade Bebê Prematuro”, acesse este link.

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