Pagu – Mulheres Criativas

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Mulheres Criativas #2: Morgana da Silva Luz

O dia era segunda-feira, 8 horas da manhã. Algumas pessoas podem ter problemas em estar bem dispostas nesse dia e horário, mas não a nossa criativa da vez. Ela nos recepcionou com um lindo sorriso no rosto, chimarrão pronto e bolachinhas coloridas a nosso dispor. "Eu acordo todo dia as 6h30min" ela disse. Está curioso(a) pra saber mais sobre ela? Então vem conferir o nosso bate-papo! 🙂

Pagu – Mulheres Criativas: Morgana, o que te motivou a escolher o caminho das artes como profissão? E como surgiu o Otília & Cristina Atelier de Criação?

Morgana: Tudo começou quando eu tinha 5 anos de idade. Minha irmã mais velha me ensinou a costurar com um arame (para que eu não me machucasse), e cresci vendo ela e minha mãe fazer diversos tipos de trabalhos. Depois, quando já era adolescente, fiz aulas de dança cigana e dava aulas na garagem de casa. Aos 17 anos comecei a vender os meus primeiros produtos artesanais. Foi então na mesma época que resolvi montar o ateliê. Meu pai cedeu um espaço na nossa casa onde dele costumava usar para fazer seus serviços de marcenaria, e juntos, eu e ele limpamos todo o local e arrumamos. O nome é inspirado nas minhas duas avós que nunca conheci, Otilia e Cristina. Gostaria muito de tê-las conhecido e sentir aquela sensação boa de ter as avós por perto. No total, já são oito anos de ateliê.

Pagu – Mulheres Criativas: Como é o seu trabalho e rotina? Você possui alguma formação?

Morgana: Minha rotina no ateliê é bem parecida com a de um trabalho como qualquer outro. Levanto todo dia cedo, faço minha caminhada, e logo em seguida estou pronta para criar. Sou graduada em Licenciatura em Artes Visuais, e também fiz pós-graduação em Gestão Ambiental e Consumo Sustentável. Meu trabalho no ateliê é basicamente focado no reaproveitamento de materiais (tecidos principalmente), com foco no consumo sustentável. Um tecido normalmente leva 400 anos para se decompor, e isso é muita coisa! Eu costumo ir até o local onde é feito o descarte dos tecidos na cidade e então reaproveito estes materiais.

Pagu – Mulheres Criativas: Você possui outro trabalho além do ateliê atualmente? Participa de algum projeto criativo ou tem alguma experiência que queira compartilhar conosco?

Morgana: Atualmente me dedico completamente ao ateliê. Faço a confecção dos produtos, participo de feiras, eventos, e de vez em quando dou aulas de iniciação à costura. Tive experiências com estágios e também dando aula de artes em escola formalmente. Apesar de ter sido uma experiência muito enriquecedora, fiquei bastante frustrada na época, pois não era o que realmente me fazia feliz. Comecei a ter problemas de ansiedade e não conseguia mais conciliar o ateliê com o emprego formal. No fim das contas, optei por largar a licenciatura e me dedicar exclusivamente àquilo que eu mais amo.

Pagu – Mulheres Criativas: Como é ser artesã? Você sente algum tipo de preconceito em relação à sua profissão? Acha que existe uma desvalorização da área criativa e artística em relação às outras profissões mais “convencionais”?

Morgana: Eu amo ser artesã! Mas, realmente, ainda existe desvalorização e preconceito, até mesmo entre os próprios profissionais dessa área. Ao invés de nos unirmos, às vezes sinto que as pessoas querem passar umas por cima das outras. Porém, acredito que estamos caminhando para dias melhores, sou uma pessoa bastante otimista nesse ponto.

Pagu – Mulheres Criativas: Nos fale um pouco mais sobre o projeto Nós de Amor, sobre o que se trata exatamente?

Morgana: O projeto Nós de Amor surgiu a partir do contato com a família da Dona Erica. Ela é uma senhora com problemas de visão que faz nozinhos em cordões para passar o tempo. Esses nozinhos são repassados a mim, que então os utilizo para confeccionar bonecas e chaveiros. Desde outubro de 2016 todo o dinheiro arrecadado é revertido a uma instituição de caridade. É possível acompanhar todo o desenvolvimento e repasse na página do projeto no Facebook.

Pagu – Mulheres Criativas: Você acha que a mulher sofre algum tipo de preconceito na sociedade como um todo? Se sim, quais?

Morgana: Sim, sofre vários. Dias desses estava no trem e vi que um homem ficou me olhando descaradamente e fiquei muito incomodada. Eu estava com uma saia abaixo do joelho (mesmo que isso não justifique), e ele ficou me olhando sem parar. Esse tipo de situação não deve acontecer mais. Por sorte, tenho uma família muito bacana e um pai que entende que homem e mulher são socialmente iguais. Tempos atrás ele me deu uma furadeira de presente e eu achei um máximo, qual o pai que faz isso hoje? (risos).

Pagu – Mulheres Criativas: Você participa de algum movimento que luta pelos direitos das mulheres? Você se considera feminista?

Morgana: Me considero feminista sim e sigo o movimento. Já participei de um encontro do grupo “Elas na Praça”, que traz bate-papos sobre diversos assuntos relacionados à mulher. Achei muito bacana e gostei bastante de participar. Acho que sempre é válido o diálogo sobre esse assunto.

Pagu – Mulheres Criativas: E dentro da área das artes, você acha que existe espaço para a mulher criativa? Como você enxerga a mulher principalmente na cidade onde mora? Há oportunidades e grupos de discussão?

Morgana: Acho que existem algumas oportunidades, mas é claro que sempre podem haver mais. Como disse anteriormente, precisamos ser positivos e acreditar que o setor criativo irá crescer cada vez mais. Juntos, precisamos nos apoiar para caminhar mais longe, principalmente as mulheres.

Pagu – Mulheres Criativas: Quais são seus planos para o futuro? Você quer continuar com o ateliê ou tem vontade de mudar?

Morgana: Quero continuar sim, amo muito o que faço! Tenho diversos planos, entre eles continuar expandindo o ateliê, intensificar as vendas, e até, quem sabe, futuramente contratar um assistente. Mas, sei que para isso tenho muito chão pela frente. Tenho outros projetos que também gostaria de colocar em prática, como continuar fazendo oficinas, feiras, dar aulas, parcerias, e quem sabe até comprar uma Kombi e sair pelo mundo fazendo oficinas itinerantes! Seria um máximo não?! (risos).

Pagu – Mulheres Criativas: Você tem algum conselho para as mulheres que querem seguir carreira no mundo criativo ou serem artesãs assim como você?

Morgana: Eu diria acima de tudo para que não desistam dos seus sonhos! Não queiram parar no primeiro "não". Não será fácil, e por isso mesmo vocês terão que trabalhar muito (quem sabe até mais do que um emprego “convencional”), caso queiram ter um resultado a longo prazo. Não tentem agradar a todos, e não tenham vergonha de divulgar o seu trabalho, estejam sempre em evidência. 💜

Para conhecer mais o trabalho da Morgana, acesse: Blog do ateliê Otilia & Cristina.

Redes Sociais: Facebook do ateliê | Instagram | Projeto Nós de Amor

Bate-papos 2018
Mulheres criativas 2017!
Mulheres Criativas #15: Glenda Brendler

Mulheres Criativas #1: Daniele Müller

Dando o pontapé inicial do nosso projeto, tivemos a honra de conversar com uma blogueira muito amiga e especial. A Dani aceitou ser nossa "cobaia" e ficamos muito felizes com o retorno. Iniciar um projeto novo é sempre complicado e desafiador. Que bom poder contar com pessoas assim como ela. 😛 Vem ver como ficou esse bate-papo pra lá de especial!

Pagu – Mulheres Criativas: Dani, o que te motivou a escolher o caminho das artes como profissão? Quais a sua(s) profissão(ões)? E há quanto tempo você trabalha nisso?

Daniele: Desde criança eu sempre gostei muito de criatividade e queria trabalhar com isso. Tive várias fases onde eu quis seguir diversas profissões, inclusive ser fotógrafa. Sempre me inspirou essa vontade de trabalhar com o que eu amo. Comecei a graduação em fotografia mas tive que trancar por problemas de saúde. Atualmente, sou blogueira, escrevo há mais ou menos sete anos no Alternativa Aleatória (é tanto tempo que nem lembro direito), trabalho também como fotógrafa produzindo ensaios e eventos, e também como freelancer editando imagens. No momento a minha empresa de fotografia está um pouco de lado para que eu possa me dedicar a outras coisas também, principalmente ao blog.

Pagu – Mulheres Criativas: Você sente algum tipo de preconceito em relação à sua(s) profissão(ões)?

Daniele: Sim, muito! Como eu trabalho em casa e não tenho uma rotina muito fixa, ainda é difícil para minha família entender o que eu faço e me enxergar como uma profissional. Como ainda moro com os meus pais, eles ficam me questionando bastante e esperam que eu arrume um “emprego de verdade”. Tenho que explicar a eles que o que eu faço também é uma forma de emprego, e que não estou na frente do computador simplesmente passando o tempo.

Pagu – Mulheres Criativas: Você sente que existe uma desvalorização da área criativa e artística em relação às outras profissões mais "convencionais"?

Daniele: Sim, existe, a todo momento. As pessoas não entendem direito o que você faz e esperam que você seja igual a elas, mas hoje em dia muita coisa mudou, é preciso que a mentalidade das pessoas mude também.

Pagu – Mulheres Criativas: Você acha que a mulher sofre algum tipo de preconceito na sociedade como um todo? Se sim, quais?

Daniele: Com certeza! No meu caso, como um dos assuntos que eu mais abordo no meu blog é moda plus size e beleza, sempre sofri com esse preconceito do corpo. Já pensei em fazer redução de estômago, mas no final desisti da ideia pois achei que seria uma agressão muito forte com o meu corpo. Tive alguns problemas de saúde no decorrer da minha vida e aprendi muito com isso. É incrível como a mulher gorda sofre simplesmente por ser ela mesma, tem sempre alguém perguntando como está a dieta ou controlando o que você vai comer, é muito chato isso.

Pagu – Mulheres Criativas: Você participa de algum movimento que luta pelos direitos das mulheres? Você se considera uma mulher feminista?

Daniele: Conheço sim e me considero feminista. Não participo de nenhum movimento ativamente, mas gostaria muito de participar.

Pagu – Mulheres Criativas: Você já passou por alguma situação, onde o fato de ser mulher, tenha influenciado positivamente ou negativamente nas tuas profissões?

Daniele: Negativamente sim. Dentro da área da fotografia, a maioria dos grandes fotógrafos de renome são sempre homens. Os assistentes de fotografia também. Eu gostaria de ter a experiência de trabalhar como assistente, mas não tive a oportunidade. Não sei exatamente o que acontece. Acho que as mulheres mereciam mais destaque na profissão e de serem lembradas também.

Pagu – Mulheres Criativas: E dentro da área das artes, você acha que existe espaço para a mulher criativa? Como você enxerga a mulher criativa principalmente na cidade onde mora? Há oportunidades?

Daniele: É difícil aqui no Vale do Sinos. Acho que existe pouca oportunidade para mostrarmos o nosso trabalho. Há alguns eventos, mas que não chegam até nós. Seria importante abrir espaço para esse tipo de discussão.

Pagu – Mulheres Criativas: Quais são seus planos para o futuro? Você acha que é possível ter estabilidade financeira e crescer dentro da área, ou tem vontade de mudar?

Daniele: Meus planos para o futuro são postar mais no blog e concluir minha graduação em fotografia. Quero continuar falando sobre beleza, tenho planos de lançar uma coleção plus size em parceria com a minha mãe que é costureira. Gostaria sim de ganhar mais dinheiro pois ainda não sou totalmente independente financeiramente, e para isso tenho que batalhar para poder chegar lá. Mas com certeza, quero continuar fazendo o que faço pois eu amo isso!

Pagu – Mulheres Criativas: Você gostaria que existissem mais grupos de discussão voltados para a mulher criativa/empreendedora?

 Daniele: Sim!  Grupos que tivessem destaque, de preferência.

Pagu – Mulheres Criativas: Qual o conselho que você daria para as mulheres que querem seguir carreira no mundo criativo?

Daniele: Meu conselho é sejam aquilo que vocês quiserem ser! Sigam o seu coração e não se importem tanto com a opinião dos outros. Continuem lutando e não desistam de seguir os seus sonhos, isso é muito importante pra nossa própria vida, e também pro mundo como um todo! 💜

Para conhecer mais e seguir o trabalho da Dani, acesse o seu blog: Alternativa Aleatória

 Redes Sociais: Facebook | Instagram | Pinterest | Youtube

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Mulheres criativas 2017!
Mulheres Criativas #15: Glenda Brendler

Você Conhece Anastasia Volkova?

Desde que decidi levar a fotografia como profissão, há mais ou menos 10 anos, eu pesquiso muitas inspirações para o meu trabalho. E no meio dessas pesquisas, surgiu Anastasia. Logo, de cara, me apaixonei pelo trabalho e também pelo estilo de vida que ela leva.

Anastasia Volkova é uma fotógrafa de casamentos/moda que vive em Moscou. Além de lindos e criativos trabalhos nessa área, ela também compartilha com o mundo lindos registros de suas viagens, sua família e seu dia-a-dia.

Outro projeto muito interessante criado por ela, é o Simple + Beyond, um blog cheio de inspirações diárias.

É uma delícia acompanhá-la nas redes sociais, principalmente se você trabalha na área criativa. O único detalhe que complica um pouco, é o fato de ela publicar tudo em russo. Mas nada que o Google Translator não nos ajude, não é mesmo?

Quer saber mais sobre ela?

Então acesse:

Anastasia Volkova – Instagram

Anastasia Volkova – SITE

Simple Beyond – SITE

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Empoderamento feminino e esperança

Tem uma palavra que ganhou a internet e a vida de muitas mulheres nesse último ano. Se você acompanha questões relacionadas ao universo feminino, certamente já ouviu a palavra empoderamento. Segundo o dicionário, empoderar significa:

"Conceder ou conseguir poder; obter mais poder; tornar-se ainda mais poderoso: empoderou o ditador com poderes irrestritos; empoderou-se e cheia de confiança seguiu em frente!" (Fonte).

Dada as circunstâncias sociais negativas que ainda permeiam a vida das mulheres hoje, como salários desiguais, desvalorização, machismo, falta de oportunidades, entre outros fatores. É compreensivo que essa palavra caiu como uma luva para expressar exatamente o que nós mulheres necessitamos hoje.

Foto por Ian Schneider

Empoderamento feminino na prática significa ser quem você é, sem medo de ser feliz e da opinião alheia. É saber acima de tudo que, apesar dos acontecimentos ruins, que você pode ser quem sempre desejou, e que ninguém vai lhe punir por isso. Significa tomar todo o poder de sua própria vida e do seu corpo, estando no controle de ambos. É perceber que a mulher ainda vive numa sociedade machista e patriarcal, mas nem por isso você deve se rebaixar ou aceitar menos do que merece.

É complicado, eu sei. Querer tomar as rédeas de sua própria vida e ainda por vezes ser chama de louca. Mas, eu estou aqui para levantar essa discussão e te mostrar que mesmo assim existe esperança. Apesar de vivermos tempos instáveis, é possível vencer os preconceitos e continuar seguindo em frente. Lembre-se sempre: você não está sozinha nessa e juntas nós podemos sempre fazer melhor. 🙂

P.s: Quer se juntar a nós também? Participe da comunidade criativa pagu no Facebook, clique aqui. 

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