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Mulheres Criativas #9: Klau Brentano

Pagu – Mulheres Criativas: Klau, como surgiu o seu interesse pelas artes e o que você fazia antes disso?

A minha história com as artes é longa, mas fiz bastante coisa antes dela. Antes de entrar para a faculdade de Artes Visuais eu trabalhei na área administrativa de empresas, e fiz curso de prótese dentária. Foram nas aulas desse curso que eu percebi como gostava de esculpir gengivas e desenhar dentes, mais do que qualquer coisa (risos). Aos poucos, comecei a produzir quadros e vender. Participei de exposições aqui na região e em Porto Alegre, e fiquei bastante ativa em grupos artísticos, onde fiz muitas amizades. Foi por todos estes acontecimentos que resolvi prestar vestibular para o curso de Artes Visuais, e me encontrei como um todo.

Pagu – Mulheres Criativas: E como foi que você começou a ter contato com a arte-educação?

Foi dentro da faculdade mesmo. Eu comecei a participar de vários projetos que envolviam arte-educação e arteterapia, e que levavam aulas de artes para crianças em vulnerabilidade social. Mas também, não foi do dia para a noite. Houve um tempo em que eu estava bem desanimada, e então resolvi trancar a graduação e fiquei grávida do meu filho, o Leo. Depois que voltei, comecei a fazer licenciatura, e acho que as coisas foram meio que acontecendo por acaso a partir de então.

Pagu – Mulheres Criativas: Como surgiu o seu ateliê de artes?

Como disse antes, acho que as coisas foram acontecendo aos poucos, como consequência uma da outra. Tudo na minha vida foi assim. O nascimento do meu filho, e o envolvimento com a arte-educação como um todo, me despertaram essa vontade de dar oficinas a crianças. Num total, já são 16 anos que tenho o ateliê e trabalho com isso.

Pagu – Mulheres Criativas: Você faz mais alguma coisa além das oficinas no ateliê?

Atualmente, também sou professora de artes na rede estadual, na cidade de Novo Hamburgo. Dou aulas do 6° ao 9° ano. Eu amo ensinar! Seguir este caminho da educação foi a verdadeira escolha pra mim, diante de tudo.

Pagu – Mulheres Criativas: Como funcionam as oficinas de arte que você faz?

Neste momento, além das oficinas que dou aqui em casa, nesse meu espaço, eu também atuo bastante em eventos infantis, ou que tenham espaço para "kids" para crianças. Também atuo muito em festas de aniversário, com as chamadas "Paintings Parties". Nestas ações, eu levo todo o material para os espaços, e incentivo as crianças a pintarem. Normalmente, eu levo uma tela pequena, onde o pequena(a) pode levar para casa depois de recordação. É muito legal!

Pagu – Mulheres Criativas: Como é a sua rotina atualmente? Da tempo de fazer tanta coisa?

Na terça e sexta, trabalho durante todo o dia na escola onde atuo. E também nas Quartas e nas Quintas no turno da tarde. No tempo restante, estou sempre por aqui no ateliê, ou nos finais de semana principalmente, participo dos eventos que mencionei acima. É bastante coisa pra fazer mesmo! Vou tentando dar conta de tudo! (risos).

Pagu – Mulheres Criativas: Como foi/é a relação com a sua família e amigos a respeito da escolha pelas profissões artísticas? Há preconceitos? 

Minha avó e minha mãe sempre gostaram muito de trabalhos manuais, acho que acabei herdando um pouco isso delas. Meus pais sempre tiveram preocupação quanto ao fato de eu ganhar dinheiro, acho que é aquela preocupação normal de pais, já que trabalhar com arte realmente pode ser bem desafiador as vezes. Meu marido que é técnico em eletrônica me apoia muito, em tudo! Somos casados há 24 anos, e ele é bem crítico de arte! (risos). Ele tem uma veia artística também!

Pagu – Mulheres Criativas: E no seu trabalho, já sofrem algum tipo de desvalorização? 

Ensinar é sempre um desafio! Apesar de toda a instabilidade que temos neste setor, nunca passei por nenhuma situação constrangedora. No entanto, me parece que os alunos na sala de aula respeitam mais os professores homens, do que as mulheres. É preciso que eu sempre esteja atenta em educar estes jovens, orientando eles para o melhor caminho.

Pagu – Mulheres Criativas: Você se considera uma mulher feminista? Já passou por situações de machismo na sua vida?

Me considero feminista dentro do meu "mundo". Não participo ativamente de nenhum movimento, mas sempre tento educar meu filho e meu marido para que tenham uma postura não-machista. O preconceito contra a mulher existe desde que somos crianças, isso é fato. Afinal, temos uma educação muito patriarcal desde o berço. Não lembro de nenhuma situação em específico neste momento.

Pagu – Mulheres Criativas: Para finalizar, quais são os seus planos para o futuro? 

Gostaria muito de conseguir algum tipo de patrocínio, para que eu pudesse comprar os materiais que forneço no ateliê. Fora isso, quero continuar intensificando as ações do ateliê, e continuar dando aulas. Eu realmente amo muito o que faço, e acho que todo muito devia pensar nisso quando for seguir alguma profissão. 💜

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