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Mulheres Criativas #7: Camila Averbeck

Pagu – Mulheres Criativas: Camila, como você se tornou ilustradora? De onde vem essa paixão toda pelo desenho? 

Tudo iniciou quando era muito jovem ainda, fiz curso de desenho quando era criança, e isso ascendeu a minha vontade, e desde então não parei mais. O curso de aquarela em especial, foi o que mais gostei, que é a técnica que utilizo. Atualmente, trabalho exclusivamente com isso, fazendo encomendas para pessoas e marcas. Na faculdade, estou cursando a graduação em Moda.

Pagu – Mulheres Criativas: Como é a sua rotina?

Trabalho somente como freelance hoje. Busco sempre acordar cedo, e programar o que preciso desenvolver para o dia ou a semana. É estranho porque trabalho dentro do meu próprio quarto, é preciso disciplina para desenvolver uma rotina bacana e não se distrair com outras coisas. Normalmente, os clientes me passam o que quero, e eu faço um briefing detalhado do que eles precisam.

Pagu – Mulheres Criativas: Quais são os seus principais trabalhos e encomendas?

Trabalho muito com encomendas para marcas, fazendo ilustrações específicas para web ou logomarcas, e também faço retratos de pessoas, casais, famílias, etc. Não gosto muito de participar de exposições e feiras, então acabo ficando mais no contato desses clientes mesmo.

Pagu – Mulheres Criativas: O que a inspira nas suas criações?

Gosto muito de temas que envolvem a natureza, plantas, hortas, tudo o que é místico e aguça a imaginação. Tenho plantas espalhadas pelo meu quarto como podem ver (risos), e adoro isso. Estar em contato com os animais e uma vida mais tranquila, é o que me inspira e acaba se refletindo nos meus trabalhos.

Pagu – Mulheres Criativas: Antes de você trabalhar como freelance, você trabalhou em empresas? Como foi essa transição do emprego fixo para o trabalho autônomo?

Sim, trabalhei em vários lugares antes, fazendo de tudo um pouco. Na agência que trabalhei, antes de vir pra casa, fiquei cerca de 6 meses planejando como seria essa transição. Eu já desenvolvia alguns trabalhos de ilustração paralelos ao meu emprego, e também já não estava muito feliz por lá. Comuniquei a todos aqui em casa que eu estava vindo trabalhar, e não apenas ficar de bobeira (risos). Comprei os materiais que eu precisava antes, e enfim, pedi minha demissão.

Pagu – Mulheres Criativas: O que o seus familiares e amigo acharam dessa sua mudança? Houve preconceito?

Mais ou menos. Meu pai é contador, e minha mãe advogada, são áreas completamente diferentes da minha. No início, eles estranhavam um pouco, mas com o tempo passaram a entender melhor o que eu faço. Meu namorado, apesar de trabalhar com advocacia também, sempre me apoiou demais em tudo.

Pagu – Mulheres Criativas: Você tem algum outro projeto atualmente, além do seu trabalho com ilustrações?

No momento não, estou trabalhando exclusivamente com as ilustrações.

Pagu – Mulheres Criativas: Você se considera uma mulher feminista? Já passou por alguma situação de preconceito que queira nos relatar?

Me considero feminista sim. Já passei por algumas situações, inclusive no meu trabalho como ilustradora. Alguns trabalhos que tive que fazer não eram exatamente o que eu planejava. É nítido como a mulher sofre pressão na sociedade de vários modos, principalmente na estética.

Pagu – Mulheres Criativas: Como é ser ilustradora em uma cidade como Sapiranga? Há oportunidades? E quanto ao preconceito?

Eu gosto de morar aqui. Não sou muito fã das cidades grandes, então me sinto bem aqui. Não sinto muito preconceito. Conheço outros ilustradores, e nos damos bem. Em geral, tenho bastante encomendas daqui, acho que aos poucos as pessoas vão conhecendo lhe trabalho e se acostumando. É claro que sempre poderiam existir mais pessoas trabalhando com arte também, mas quem sabe futuramente.

Pagu – Mulheres Criativas: Quais são seus planos para o futuro?

Quero muito algum dia poder fazer ilustrações para algum livro, seria um trabalho muito bacana de fazer. Tenho muita vontade também de aprender a tatuar, e ter meu próprio espaço de trabalho. É bom sair um pouco do quarto (risos), as vezes é ruim quando fico sozinha o dia inteiro, é bom ver e trabalhar com outras pessoas. 💜

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