#respeitaasmina #8: Madonna

No mês de março, fizemos uma série de posts sobre mulheres quem foram importantes e revolucionárias no mundo das artes. O #respeitaasmina fez tanto sucesso, que decidimos levá-lo adiante e continuar compartilhando histórias das mulheres fodásticas que existem no planeta.

Hoje, contaremos um pouco sobre uma das maiores musas da história da música: a Madonna. Sempre empoderada, polêmica e destemida, Madonna é considerada a Rainha do Pop. Iniciou na carreira musical nos anos 80, lançando seu primeiro disco. A partir daí, suas músicas e sua maneira diferente de se vestir, passaram a influenciar o público feminino da época. Sem falar em sua ideologia, totalmente diferente do que se pregava, pois até então, todas as mulheres precisavam “ter um marido” para serem felizes.

Tanto em suas músicas como pessoalmente, Madonna sempre falou abertamente sobre questões religiosas, políticas e principalmente sobre sexualidade. O caráter sexual sempre esteve presente no estilo da cantora, mas principalmente nos anos 90. Ela já foi “crucificada” durante um show e também saiu de um bolo de casamento vestida de noiva, em outro. Sem falar do famoso sutiã pontudo, que é a marca registrada dela, né? Ah, e alguém lembra da música “Like a Prayer”? Pois é, foi proibida pelo Vaticano.

Atualmente, Madonna está com 59 anos. Há pouco tempo, inclusive, publicou uma imagem em seu Instagram, onde aparece um dos seios. Infelizmente, foi muito criticada por isso, pois alegaram que ela está “velha demais” para mostrar o corpo.

É a sua maneira destemida de expressar a sua opinião, que nos encanta. Ela sabe exatamente como aproveitar a grande influência que possui e usá-la para lidar com questões importantes. Misoginia, sexismo e machismo são só algumas delas.

6 Documentários para assistir e se inspirar muito

Como já falamos por aqui, a inspiração pode surgir por diversos meios como, por exemplo, as músicas que ouvimos, os lugares que visitamos, os pensamentos que temos e também os filmes que assistimos. Com a facilidade da internet, Youtube e também Netflix, é possível alimentar a criatividade quase que diariamente! Tem muita coisa bacana e inspiradora por aí. Por isso, nós separamos aqui alguns documentários, sobre diversos assuntos, que ajudarão você a se inspirar e também viver uma vida melhor.

Freestocks

ABSTRACT: THE ART OF DESIGN: Esse documentário tem o formato de série, com 8 episódios. Em cada episódio, a história de um profissional inovador, de uma área diferente. Ilustração, arquitetura, fotografia, design de tênis e automóveis são só algumas das profissões abordadas na série. A cada episódio, uma aula de arte e inspiração.

MINIMALISM: Nós já falamos anteriormente sobre esse documentário, AQUI. Ele nos faz perceber que o que importa mesmo são as pessoas, e não as coisas. E o mais legal é que esse documentário mostra o estilo de vida de algumas pessoas que são adeptas ao minimalismo. Ou seja, vivem em casas pequeninas, com o mínimo possível. Vale pena assistir e fazer uma análise interior sobre o que nós damos valor em nossas vidas.

EMBRACE: Também já falamos um pouquinho sobre esse documentário, AQUI. Ele trata basicamente sobre as diferenças dos corpos femininos e sobre aceitação. Ótimo para assistir quando precisamos aumentar a nossa auto estima, pois ele nos ajuda a perceber o quão especiais e únicas somos, exatamente do nosso jeito. Esse documentário conta também com lições de vida muito emocionantes.

LIVING ON ONE DOLLAR: Quatro amigos americanos viajam para a Guatemala e passam dois meses vivendo com um dólar por dia, cada. Um documentário legal para quem está precisando aprender (ou reaprender) a dar valor para  o que tem. Vale a pena ser assistido.

TALES BY LIGHT: Para quem ama fotografia, esse documentário é maravilhoso. São duas temporadas, acompanhando fotógrafos famosos nos mais variados lugares, cercados por diversos povos diferentes e muita natureza. É uma aula de cultura!

ADVANCED STYLE: Vovós precisam se vestir como vovós? Errado. O blog que deu origem ao documentário, registra idosas nova-iorquinas pra lá de estilosas e modernas. Esse documentário mostra que cada pessoa é única e  que cada um pode e deve se vestir como bem entender.

E você, tem mais algum documentário inspirador para adicionar à nossa listinha? Então deixe um comentário! Adoraremos aumentar a nossa listinha, com mais documentários inspiradores!

Justyna Wołodkiewicz e seus bordados em 3D

Você já parou pra imaginar bordados em três dimensões? A polonesa Justyna Wołodkiewicz, já. Ela cresceu vendo as mulheres da sua família fazerem trabalhos manuais como costura, crochê e entre outros. Quando cresceu, optou por artes plásticas, porém o bordado acabou entrando novamente em sua vida.

Atualmente, seus trabalhos possuem uma combinação perfeita entre cerâmica plástica e bordado. Esse último, ela aprendeu há mais ou menos um ano, consultando livros para não errar. Ela conta que a ideia do bordado surgiu no meio da noite e no dia seguinte, começou a bordar. Todos os seus trabalhos são desenhados em papel com antecedência. Após, ela cozinha e molda a cerâmica e apenas por último, as linhas são adicionadas. O resultado incrível dessas obras em três dimensões, você confere abaixo:

Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista
Acervo pessoal da artista

Incrível, né? Se você, assim como nós, adorou o trabalho dessa artista, pode conhecer um pouquinho mais do trabalho dela, através do Instagram e site.

Judit Just: Uma explosão de cores e texturas

O plano inicial da espanhola Judit Just era ser uma designer, porém, abandonou a escola de moda para criar seu próprio tecido. Agora, ela trabalha com tapeçaria. Ou melhor, com arte em forma de tapeçaria. Após aprender muito sobre diversas áreas têxteis, como aplicações, bordados, colorações e etc., ela uniu todo o seu conhecimento e habilidade, à diversos materiais e cores. Assim, surgiu o seu fabuloso trabalho:

Acervo pessoal de Judit Just

Uma explosão de cores e texturas nos abraçam a cada imagem. Muita personalidade, técnica e criatividade caracterizam cada foto que vemos em seu Instagram. E o mais legal: Todos feitos à mão e criados unicamente por ela. Surda de um ouvido e com problemas de visão, ela conta que seu sentido mais aguçado é o toque. E só de olhar para os trabalhos dela, temos vontade de tocá-los, né?

Acervo pessoal de Judit Just
Acervo pessoal de Judit Just
Acervo pessoal de Judit Just
Acervo pessoal de Judit Just

Se você também gostou desse trabalho super original e colorido, pode conhecer mais (ou até adquirir) as artes de Judit, aqui está sua lojinha no Etsy.

#Respeitaasmina #7: Cecília Meireles

Pra finalizar a nossa semana especial de mulheres incríveis, hoje vamos falar de mais uma brasileira fantástica: Cecília Meirelles.

Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no ano de 1901 na cidade do Rio de Janeiro. Órfã de pai e mãe, foi criada pela avó, e desde muito cedo, destacou-se pelo seu empenho escolar e interesse pelos livros. Foi poetisa, professora, jornalista e pintora. Também adorava música, chegou a estudar canto, violão e violino no Conservatório Nacional de Música. Por meio de uma criação solitária e muito introspectiva, Cecília viu nos estudos o seu porto seguro.

Iniciou sua carreira docente no ano de 1918 com 17 anos, quando foi nomeada professora adjunta na Escola Pública Deodoro. Preocupada com a escassez de livros didáticos, Cecília escreveu livros para escolas primárias, e publicou em 1924 o seu primeiro livro infantil com prosas chamado Criança, Meu Amor. Porém, sua estréia oficial literária aconteceu mesmo em 1919, através do livro de sonetos Espectros.

Uma das suas obras de maior destaque foi o livro Romanceiro da Inconfidência, de 1953. Nele, estão reunidos diversos poemas da autora que contam a história de Minas Gerais no inicio de sua colonização, até a Inconfidência Mineira, revolta ocorrida no fim do século 18.

“…Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda…”
(Romanceiro da Inconfidência)

Cecília Meireles

Cecília ficou conhecida por sempre defender uma escola com princípios de liberdade, inteligencia, de estímulo a observação e experimentação. Além disso, seus poemas possuem uma simplicidade e fluidez que dificilmente outros autores conhecidos (principalmente mulheres) haviam na época. Ao todo, foram mais de 60 obras publicadas, e prêmios e homenagens que seu nome carrega até hoje. Meireles morreu no mês de Novembro de 1964, vítima de um câncer.

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Meireles

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Canção

No desequilíbrio dos mares,
as proas giram sozinhas…
Numa das naves que afundaram
é que certamente tu vinhas.

Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto

Quando as ondas te carregaram
meu olhos, entre águas e areias,
cegaram como os das estátuas,
a tudo quanto existe alheias.

Minhas mãos pararam sobre o ar
e endureceram junto ao vento,
e perderam a cor que tinham
e a lembrança do movimento.

E o sorriso que eu te levava
desprendeu-se e caiu de mim:
e só talvez ele ainda viva
dentro destas águas sem fim.

Cecília Meireles

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Lua adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

Cecília Meireles

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#Respeitaasmina #6: Nina Simone

Eunice Kathleen Waymon, mais conhecida pelo nome artístico de Nina Simone, nasceu no ano de 1933, em Tryon, Carolina do Norte, Estados Unidos. A infância de Nina foi pobre e simples, porém, isso não a impediu de se interessar pela música desde cedo. Começou a cantar em bares de cabarés para poder se sustentar. Além da sua voz única que misturava jazz, blues, folk, soul e música clássica, ficou conhecida também por ser uma mulher de fibra, e que lutava bravamente pelos direitos civis dos negros.

“Eu podia cantar para ajudar meu povo e isso se tornou o principal esteio da minha vida. Nem o piano clássico, nem a música clássica, nem mesmo a música popular, mas a música dos direitos civis.” Nina Simone

A música era definitivamente a sua melhor arma. Nina foi uma mulher incrível justamente por não ter medo de se posicionar, e ser uma das primeiras mulheres negras a frequentar diversos espaços. Suas músicas expressavam os seus sentimentos e o ativismo contínuo.

Quando tinha somente 17 anos, mesmo dedicando-se inteiramente, não foi aceita em um conservatório de música clássica, chamado Curtis Institute of Music. Nina atribui essa rejeição ao fato de ser uma mulher negra, e isso tudo só a fez ter ainda mais vontade de lutar por sua música e seus diretos como mulher.

Na década de sessenta, casou-se com o detetive Andrew Stroud, que mais tarde veio a se tornar o seu empresário, e teve sua única filha chamada Lisa Simone. Os dois se separam anos mais tarde, devido aos diversos desentendimentos. Segundo fontes, ele até mesmo havia espancado ela.

Em 1963, a sua música Mississipi Goddam tornou-se um hino da causa negra. A canção fala do um assassinato de quatro crianças negras em uma igreja de Birmingham. A partir de então, Nina envolveu-se completamente com as causas do povo negro e não parou mais.

No início da década de noventa, com mais de cinquenta anos de idade, Nina descobriu um câncer de mama em estágio avançado, e lutou bravamente contra ele por mais de dez anos. Também foi diagnosticada com uma forte depressão e com transtorno bipolar. As diversas medicações prejudicaram bastante a sua vida, especialmente em sua carreira, além de passar a conviver com crises de pânico e ansiedade constantemente. Ela faleceu no ano de 2003, aos 70 anos de idade, na França.

Recentemente, a Netflix lançou um documentário que conta sobre a vida de Nina Simone, com um enfoque no seu transtorno bipolar. Mesmo assim, existem outros documentários pela internet que contam mais detalhes da sua carreira musical e artística. Ainda assim, da pra ter um gostinho do que foi esse ícone assistindo o trailer abaixo, confira:

E aí, gostou de conhecer um pouco mais sobre a Nina Simone? Tem algum outro fato da história dela que gostaria de acrescentar? Escreve pra gente nos comentários e não deixa de compartilhar com outras mulheres igualmente incríveis que você conhece. 🙂

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#Respeitaasmina #5: Maud Wagner

Dando continuidade à nossa série de mulheres inspiradoras, Maud Wagner não poderia ficar de fora. Você já parou para pensar como foi o surgimento da tatuagem? Ou como a tatuagem se popularizou? Pois é, Maud é a primeira tatuadora mulher a ser reconhecida. Americana, nasceu no início do século passado e iniciou seus trabalhos como artista de circo. Certo dia, conheceu o tatuador Gus Wagner e ele se encantou pela artista. Assim, ela aceitou sair com ele, se ele ensinasse ela a tatuar. Casaram-se algum tempo depois.

Maud Wagner e seu corpo tatuado

Aos poucos, Maud foi aprendendo técnicas de tatuagem, testando-as em sua própria pele. Algumas de suas tatuagens também foram feitas pelo seu marido. Juntos, tiveram uma filha que (pasmem) começou a tatuar a partir dos 9 anos de idade. Junta, a família viajava pelos Estados Unidos e espalharam sua arte por todo o país.

Gus Wagner tatuando sua esposa

Infelizmente, tatuagens em mulheres não eram bem vistas para a época, e mulheres que tinham o corpo tatuado, sofriam preconceito até então. Somente mais tarde, com o surgimento das pin-ups, que a tatuagem realmente passou a ser aceita e admirada no corpo feminino.

Pin-up com o corpo tatuado

A arte de ter a pele marcada, até hoje divide opiniões pelo mundo. Infelizmente, existem pessoas que são mal vistas ou descriminadas, por terem tatuagens na pele. Porém, aos poucos, mais pessoas estão se conscientizando de que tatuagem não molda o caráter de ninguém, ideia que Maud já vinha pregando enquanto era viva.

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#Respeitaasmina #4: Frida Kahlo

Quando falamos em mulheres fortes e inspiradoras, claro que não podemos deixar Frida Kahlo de fora. E é por isso que, hoje nos inspiraremos um pouquinho mais com a história dela. A pintora mexicana Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, se tornou uma das pintoras de maior destaque no cenário mexicano e mundial, por causa de sua pintura cheia de cores e personalidades.

Frida Kahlo

Revolucionária e destemida para sua época, Frida também sempre foi muito patriota e usava a sua pintura como fonte de expressão. Em muitos de seus quadros, ela retratava fases de sua vida, como por exemplo um dos abortos que sofreu, seu problema de coluna, que surgiu devido a um acidente que a deixou sem caminhar por muitos anos, e também retratos de seu marido, o também pintor Diego Rivera, que foi infiel durante toda a sua vida. Sendo assim, muitos de seus quadros são melancólicos e até mesmo chocantes, apesar de suas cores alegres (característica de sua origem mexicana, assim como suas roupas).

“Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o tema que conheço melhor”.  Frida Kahlo

Quadro ‘A Coluna Partida’ – 1944
Quadro ‘As duas Fridas” – 1939
Quadro ‘Sin Esperanza’ – 1945

Frida não teve uma vida fácil. Uma mulher de fibra, que soube superar através da pintura seus medos, fraquezas e problemas. Principalmente em uma época em que assuntos como infidelidade, aborto e bissexualidade eram pouco falados. Por esses e tantos outros motivos, ela é até hoje conhecida como símbolo de feminismo e inclusive se tornou uma figura popular para o tema, em forma de camisetas, quadros, xícaras e outros objetos.

Hoje, quem vai ao México, pode visitar a Casa Azul, lugar onde a pintora nasceu e que agora funciona como museu. A sua história também está presente no livro O Diário de Frida Kahlo – Um Auto Retrato íntimo, que foi escrito por ela, e conta sobre momentos importantes de sua vida, até seus últimos dias. E, para os cinéfilos de plantão, há também o filme Frida, lançado em 2002 e estrelado por Salma Hayek.

Páginas do diário de Frida
Páginas do diário de Frida
Páginas do diário de Frida

Frida Kahlo faleceu em 1954, após contrair pneumonia. Porém, sua determinação e força seguem conosco até hoje, inspirando a todas as mulheres.

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#Respeitaasmina #3: Elza Soares

Em comemoração/respeito à semana da mulher, desde segunda-feira, estamos fazendo um post por dia com histórias e trabalhos de mulheres incríveis. Se você não viu o que já rolou, clique aqui, e aqui e confira outras duas mulheres sensacionais.

Hoje, vamos falar de uma mulher brasileira de muito talento e força: Elza Soares. Ouzo dizer que poucas pessoas realmente conhecem a sua história. Quem vê essa senhora de aparência diferente e frágil, não imagina tudo o que ela já teve de enfrentar e o que passou em seu passado para chegar onde está.

Elza da Conceição Soares nasceu em 1937, no Rio de Janeiro, e teve uma infância pobre, porém feliz. Aos 13 anos casou-se com o seu primeiro marido, e aos 14 deu a luz ao seu primeiro filho. Aos 15 anos, perdeu o seu segundo filho, e aos 21 anos, tornou-se viúva. Sozinha e com cinco filhos para criar, ela começou a trabalhar como faxineira e empregada doméstica. Porém, sempre quando conseguia, buscava participar de programas de calouros, onde cantava, pois esse havia sempre sido o seu sonho.

Anos mais tarde e já atuando como cantora, Elza conheceu o jogador Garrincha. Como ele era casado com outra mulher na época, Elza foi muito xingada e ameaçada de morte por diversas pessoas, pois segundo elas, ela teria sido a “culpada” pela separação dele. Eles se casaram em 1968 e ficaram juntos por 16 anos.

Elza em uma apresentação

Apesar de se gostarem muito, Elza sofreu bastante com o alcoolismo do jogador, que morreu de cirrose anos mais tarde. O filho deles, que tinha o mesmo nome do pai, morreu em um acidente de carro em 1986, com apenas 9 anos de idade. Esse acontecimento deixou Elza extremamente abalada, o que a fez tentar suicídio, porém felizmente, o pior não aconteceu.

Todas estas infelicidades, jamais deixaram com que Elza desistisse de cantar, ou tirasse o seu sorriso do rosto. Ao longo de sua carreira, ela coleciona diversos prêmios e indicações, e recentemente, foi eleita pela BBC de Londres como “a cantora do milênio”.

Seu mais recente disco, lançado em 2015, se chama “A mulher do fim do mundo”, e olha, QUE ÁLBUM! Mesmo pra quem não curte samba ou MBP, recomendamos fortemente. Principalmente, pela mulher que Elza é, por sua história e claro, talento nato.

O 34° álbum dela traz músicas inéditas de sua carreira, e misturam gêneros como samba, rock, rap e eletrônica, tratando de temas como a violência doméstica, sofrimento urbano, transexualidade, negritude, entre outros. O álbum ganhou o Grammy Latino 2016 na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. A canção “Mulher do Fim do Mundo” faz parte da trilha sonora da série brasileira 3%, da Netflix. Veja o clipe oficial da música logo abaixo.

Álbum “A mulher do fim do mundo”, Elza Soares

É claro que existem muito mais detalhes a respeito da vida de Elza que não foram relatados aqui, senão ficaríamos até amanhã escrevendo, de tanta vida e alma que esta mulher possui. Mesmo assim, o que fizemos foi buscar formular os principais acontecimentos e trabalhos, que fazem desta uma grande mulher uma pessoa singular.

Elza rainha em seu “trono”

Tem alguém que você conhece que gostaria de conhecer um pouco mais sobre ela? Então, compartilha essa publicação! Também queremos saber o que você achou do post e também das músicas da Elza. Portanto, não deixe de comentar. 🙂

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#Respeitaasmina #2: Daiane Arbus

E, seguindo com as nossas inspirações especiais para a semana da mulher, hoje conheceremos um pouco mais do trabalho fotográfico de Diane Arbus. Ela é uma das fotógrafas de maior importância da história. Nascida em Nova York, Diane iniciou sua carreira na fotografia de moda. Somente após alguns anos, ela descobriu a fotografia documental. O foco principal de seu trabalho era fotografar pessoas que eram consideradas “fora dos padrões” para a época. Sendo assim, ficou conhecida como “a fotógrafa dos freaks”.

Diane com sua câmera

A troca de Diane de um mundo repleto de luxo e glamour, para um mundo de “excluídos”, sofreu muitas críticas e foi visto até como maneira de protestar a sociedade em que ela mesmo vivia. Diane passou parte de sua vida fotografando anões, travestis, artistas circenses, pessoas com deficiência e entre tantos outros que eram marginalizados, representando-os e defendendo-os. E também, recebeu bolsas, prêmios e muito reconhecimento, por seu trabalho único.

Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus

Diane, através de suas fotografias, dava voz aos excluídos e mostrava ao mundo a suas existências. Ela, naquela época, já lutava contra os padrões que até hoje nós tentamos eliminar. A fotógrafa queria que todos fossem aceitos na sociedade.

“Uma fotografia é um segredo sobre um segredo. Quanto mais ela te conta, menos você sabe.” – Diane Arbus

Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus

Infelizmente, ela entrou em depressão e acabou se suicidando aos 48 anos. Mas, é considerada até hoje um ícone dentro da fotografia documental, por causa de seu estilo e sua personalidade fortes. Além de, claro, ser uma mulher batalhadora e destemida, pois seguiu suas opiniões e instintos.

Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus
Foto por Diane Arbus

 E aí, gostou? Então tem inspiração extra por aqui: Em 2006, foi lançado um filme sobre a história de Diane. Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus é estrelado por Nicole Kidman e Robert Downey Jr. Então, prepare a pipoca e prepare-se para entrar no mundo dessa fotógrafa genial, que nos deixou um acervo fotográfico diversificado e único.

Biografia 1 | 2

#Respeitaasmina #1: Marina Abramović

Dando o pontapé inicial na nossa semana de respeito ao dia da mulher (essa semana teremos um post por dia com mulheres inspiradoras), hoje vamos falar de uma artista sensacional e conhecida pelo mundo todo: Marina Abramović.

Pra quem não a conhece, Marina nasceu em 1946 na Iugoslávia e graduou-se em Bela Artes na Academia de Belas Artes de Belgrado. Seu trabalho passou a ser conhecido na década de 70, e continua sendo lembrado principalmente por suas performances surpreendentes.

“Sempre fui fortemente inspirada pelos primeiros exploradores, pessoas que vão a lugares desconhecidos e realizam viagens que não sabem onde e como terminam.” M.A.

O corpo sempre foi o tema central de suas obras. Desafiando limites físicos e sensações como dor, angústia, entre outros sentimentos, a preocupação de Abramović é com a criação de obras que ritualizem as ações simples da vida cotidiana, como mentir, sentar, sonhar e pensar, buscando uma transformação emocional e espiritual.

Performance “AAA-AAA”
Performance ” A artista está presente”

Em 2016, foi lançado o documentário “Marina Abramović e o Brasil”, com direção de  Marco Del Fiol. Esse filme é um verdadeiro tapa na cara de muitos brasileiros que insistem em desvalorizar o seu próprio país. No auge dos seus quase 70 anos na época, no longa, Marina viaja por lugares místicos do Brasil, pesquisando comunidades espirituais, pessoas e lugares de poder. Um Brasil diferente de tudo o que você já viu. Confira o trailer abaixo:

No seu site, é possível conhecer um pouco mais da história dessa fascinante artística performática. Marina é uma mulher que vai além do que lhe é imposto, supera-se na sua arte, na sua vida pessoal, no trabalho, nas suas relações amorosas e de amizade. Com certeza uma mulher que queremos sempre lembrar e prestigiar nessa semana em homenagem/respeito as mulheres incríveis que conhecemos. E você, qual mulher sensacional vai homenagear hoje?

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As ilustrações de Oana Befort

Oana Befort é uma artista gráfica nascida na Romênia, que agora mora Estados Unidos com seu marido e filhos. Ela trabalha como freelancer e faz ilustrações para livros, estampas, logotipos, etc. A sua arte é delicada, realista e inspiradora, principalmente quando se trata de fauna e flora.

Oana Befort

Oana publica alguns de seus trabalhos em seu BLOG e, a cada publicação, arranca suspiros com sua arte tão bonita.

Oana Befort
Oana Befort

Além disso, ela ainda compartilha imagens e histórias da sua família, da sua casa e seu cotidiano. Fotos pessoais cheias de luz natural, super lindas e minimalistas.

Oana Befort
Oana Befort

E aí, gostou? Quer ver mais e se inspirar? Então conheça mais aqui no Instagram e Facebook da artista. 🙂

Colab Criativa

Informação e inspiração nunca são demais. É sempre bom conhecer novos trabalhos, histórias e pensamentos. Descobrir opiniões novas e aprender sobre algo que não dominamos tanto quanto gostaríamos. Ainda mais quando nos referimos ao empreendedorismo: é preciso pesquisar e inovar a cada segundo.

Se você, assim como a gente, adora saber mais sobre empreendedorismo e criatividade, não pode deixar de conhecer a Colab Criativa. Um blog recheado de dicas, histórias e inspirações. Tudo sobre esse mundo tão vasto que é o empreendedorismo criativo.

O projeto surgiu em 2016, e foi criado pela Patiara Kucaniz, uma mulher que adora novos conhecimentos e gosta de explorar a vida ao máximo. Em 2017, ela se uniu à Ana Loqueta, que é administradora, empreendedora e  acredita muito no autoconhecimento. Juntas, deixam o blog ainda mais completo e tratam de assuntos como liderança, desenvolvimento humano, histórias inspiradoras de empreendedores e ainda divulgam eventos super interessantes para os criativos de plantão.

Pexels Photo

Não deixe de dar uma passada nesse blog sensacional e conhecer o trabalho incrível, feito por essas duas mulheres mega inspiradoras. Acesse também as redes sociais do projeto, abaixo. Tem muita coisa bacana por lá! 🙂

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As palavras de Roberta Cruz

Poder mudar a visão do mundo através de traços. Já parou para pensar que este pode ser o objetivo da pessoa que faz trabalho de lettering? Pois bem, hoje vamos apresentar o trabalho da querida Roberta Cruz.

Roberta tem 24 anos, reside em São Caetano do Sul/SP e trabalha com lettering e ilustrações, além de outras atividades e projetos criativos. Tendo estudado Design e Publicidade e Propaganda, Roberta utiliza todo seu conhecimento e, principalmente, sua sensibilidade para participar de momentos importantíssimos na vida das pessoas.

Já teve a oportunidade de participar de casamentos, pedidos de namoro, noivados, aniversários, e muitos outros momentos marcantes que ficaram – e ficarão – na memória de seus clientes.

Como já podemos perceber, ela diz que o que mais lhe motiva é ver a sua verdade refletir nos sorrisos das outras pessoas. Lindo saber que o coração da Roberta está em cada traço feito em seus trabalhos, né?

Conheçam um pouco mais do lindo trabalho de Roberta, acessando seu portfólio virtual AQUI.

Jornalismo, cultura e mulheres: Clarices e Marias

Nós adoramos trazer bons conteúdos para vocês, ainda mais se envolverem mulheres, cultura e arte. Hoje, gostaríamos de apresentar um site pra lá de sensacional. Estamos falando do Clarices e Marias, um blog voltado para mulheres que brilham em nossa sociedade.

O Clarices e Marias foi criado pela jornalista e produtora de conteúdo Michelle Lopes. A Michelle sempre curtiu trabalhar com jornalismo cultural, e foi graças a esse projeto que ela pode dar asas a essa paixão. O nome do blog é uma referência a música O Bêbado e o Equilibrista, eternizada pela voz da cantora Elis Regina.

Por lá, você poderão encontrar mulheres conhecidas e também desconhecidas, que fazem a diferença no nosso mundo. Tem dica de livro escrito por mulheres, poesias, textos profundos, reflexões, opinião, feminismo, dicas culturais, e muito mais. Vale muito a pena a leitura!

Para ajudar a compartilhar alguns de seus textos maravilhosos, separamos aqui alguns que achamos ótimos, vem conferir de perto:

 ▪ #LEIAMULHERES: 12 AUTORAS NEGRAS PARA LER EM 2018

 ▪ O QUE EU GOSTARIA QUE MINHA MELHOR AMIGA ESPERASSE DE UM RELACIONAMENTO 

▪ #DIÁRIODEUMCORPO: UM RELATO SOBRE TRANSTORNO ALIMENTAR, COMPULSÃO E ACEITAÇÃO

▪ “MULHER NO CINEMA”: LUÍSA PÉCORA E A CELEBRAÇÃO DO PAPEL DA MULHER NA SÉTIMA ARTE

▪ FEMINISMO E SORORIDADE: 10 PERFIS EMPODERADORES PARA SEGUIR NO INSTAGRAM

Bora conhecer e seguir o Clarices e Marias? 🙂

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