Valorize a arte da sua cidade

Os Girassóis de Van Gogh, a Monalisa de Da Vinci… todo mundo já ouviu falar dessas maravilhosas obras e seus mestres, né? Mas você sabia que não precisa viajar para o outo lado do planeta para ver obras de arte extraordinárias? Pois é! Independente de onde você mora, aposto que a sua cidade está cheia de artistas talentosos e que merecem o seu reconhecimento.

Vincent Tantardini

Não consegue lembrar de nenhum? Então chegou a hora de você visitar museus, casas de exposição e feiras, aí da sua região. Aposto que você se surpreenderá com tanta arte bonita. Muitas delas, ainda podem ser regionalistas. Ou seja, em outras partes do Brasil, não terão artes parecidas!

Os artistas consagrados, já possuem muito reconhecimento. Que tal valorizar os pintores, escultores, ceramistas e entre tantos outros artistas da sua cidade? Decore sua casa, presenteie amigos, mostre para o mundo tudo o que você tem aí pertinho de você.

Afinal, o que é arte?

Falar sobre o que é ou o que significa arte é algo muito complicado. Eu diria até, que é um ato que exige coragem e uma certa ousadia. Durantes décadas e décadas, diversos pesquisadores e teóricos tentaram definir, em palavras, o que seria essa “atividade” tão diversa e misteriosa. Coloco “atividade” assim entre aspas, pois a arte está muito longe de ser somente isso, talvez, não esteja nem perto disso.

Anna Kolosyuk

Com o passar dos tempos, estes diversos autores foram compreendendo que talvez a arte não tenha apenas um único significado. E mais, que ela talvez seja algo tão abrangente que a nossa mente lógica é incapaz de catalogar e decifrar de maneira tão simples.

Mas, o objetivo desse texto não é colocar a arte em um patamar acima de nós. Antes de mais nada, ao meu ver, a arte só existe porque nós estamos aqui antes dela. Fomos nós, seres humanos, que começamos a expressar nossos pensamentos e emoções por meio das paredes das cavernas, quando ainda nem se quer havíamos desenvolvido qualquer tipo de linguagem escrita ou falada.

Arte rupestre de caverna francesa de Chauvet (uma dos mais antigas do mundo)

Desde os primórdios da humanidade, o homem vem desenvolvendo inúmeras formas de expressão. Mas, dizer que a arte é APENAS um meio de expressão, também é algo muito limitado, porque com certeza ela também é mais do que isso.

Apesar de todas as limitações na hora de definirmos o que é ou não arte, alguns pesquisadores chegaram em um consenso na hora de criar conteúdos que atendam a esta vasta e densa pergunta. Um livro que explica de forma muito clara e objetiva isso, é o livro “O que é Arte?”, do autor Jorge Coli. Esta “pequena-grande” publicação de apenas 131 páginas, traz de maneira bem sucinta, os principais aspectos que norteiam o significado da arte. Aliás, para quem tiver mais interesse e quiser ir mais a fundo no estudo, é possível baixar o livro em PDF na internet.

O que é Arte, de Jorge Coli

No livro, o autor aborda justamente a questão a respeito da diversidade de significado que a arte possui. E que ao longo dos tempos, estas respostas vão se modificando também. Atualmente, lugares como museus e instituições estabelecem, em sua maioria, o que vem a ser, ou não, arte. O autor comenta:

“Arte são certas manifestações da atividade humana diante das quais nosso sentimento é admirativo. (…) Se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas.” (p. 8)

Samuel Zeller

Apesar de todos estes questionamentos na hora de definirmos o que é ou não arte, é verdade que ela é a grande responsável por ampliarmos a nossa consciência, nossas capacidades de analisar, pensar e acima de tudo SENTIR. Quando falamos de arte devemos deixar o intelecto de lado e simplesmente nos lançarmos em busca de algo que a nossa racionalidade é incapaz de decifrar. 🙂

Colaboradoras #2: O Artista, por Morgana Luz

Artista é uma porção de coisas antes de ser artista. É carregador de carga, caixa de super mercado, advogado, marceneiro, bancário, catador de latinha, contabilista e caçador de estrelas. Tem artista em todo o lugar, exercendo as mais diversas atividades, por gosto, por afinidade ou por necessidade. Raros são os que nascem, vivem e morrem artistas, sem experimentar o “cárcere cotidiano”. 

Muito se fala sobre a falta de espaço para o artista na sociedade atual, sobre como esse artista é visto pelo público que precisa cativar e como se  manter artista. O tanto de resistência que existe em cada um de nós é o que vai determinar o quanto de valor damos a própria arte. Queremos respeito, ser valorizados e espaço nos meios. Mas,  o que fazemos para conquistar este espaço? Que lugar nós ocupamos na nossa vida como artistas e o quanto assumimos esta responsabilidade?

Alguns falam sobre o modo como são tratados e como as pessoas descartam a arte. Porém, eu arrisco dizer que nós artistas, precisamos resistir mais. A partir do momento em que impomos o nosso valor e, por que não, o nosso preço, dizemos que SIM, se vive de arte. E que a arte vale alguma coisa.

Mas, neste ponto  existe um outro tipo de resistência. Se luta para que a arte seja valorizada e vista de outra forma – como mecanismo de regaste, de exteriorizar sentimentos e de compreender  o lugar em que se vive – , mas, se pouco vive isso e por inúmeros motivos. Um deles é o egoísmo.

Se faz arte pra quê? A arte, em si, é egoísta. Fazemos arte para satisfazer o que queremos dizer ao mundo, mas pouco se escuta. É preciso refletir sobre o nosso papel e o quanto ele pode impactar a vida das pessoas e de que forma isso é possível  e transformador dentro da própria arte. Como aquela pintura vai mexer no íntimo do meu espectador? Como a música chega aos ouvidos de quem não ouve nada? Como quem não vê vai enxergar  o que eu quero dizer? Questões para se refletir…

Mas, e agora, como organizar o meio exato da força? É preciso desligar o sensor dos sentidos e dos sentimentos? Não sei. Acredito que seja possível empreender no meio criativo, com base em alguns estudos, podendo assim nortear e sistematizar o caminho a ser seguido. Como se organizar financeiramente, em que investir no campo da arte e como desenvolver o potencial, atendendo ao seu público alvo, são áreas do meio empreendedorismo, mas que não devemos abrir mão se quisermos realmente ser donos do nosso caminho. Talvez não se tenha o “tino” para esse lado tão exato, porém, ele precisa ser desenvolvido, a duras penas, se for o caso.

Nem tudo são flores. Nem sempre elucubraremos 24 horas por dia. São necessários minutos, horas de planejamento e, talvez, um certo esforço nesse sentido, porque correr atrás de estrelas e imaginar universos é muito bonito, mas é incrível poder inspirar pessoas, através da realização dos nossos sonhos.

Como começar a fotografar? (parte 1)

A fotografia é uma profissão muito subestimada. Muita gente acredita que fotografar é a coisa mais fácil do mundo, que basta apertar um botão e a foto aparece magicamente ali, na telinha, prontinha pra ser compartilhada. E, por esse motivo, tem muita gente que quer “virar fotógrafo” da noite para o dia. Se você quer começar a ter uma carreira na fotografia e acha que vai ser molezinha, já te adianto: não vai. Agora, se você tem persistência, gosta de enfrentar desafios e, assim como eu, é apaixonado por essa arte, pode continuar a ler esse texto. 🙂

Koko Curio

Como começar a fotografar?

Com a facilidade de comprar uma câmera boa, ou até mesmo com a facilidade de usar smartphones, a profissão do fotógrafo se desvalorizou muito nos últimos tempos. Há muita gente que (INFELIZMENTE) deixa de contratar um fotógrafo, porque acha que com a câmera boa do seu celular, vai ter um resultado satisfatório. Esse pensamento é lamentável, pois um fotógrafo estuda muito sobre iluminação, enquadramento, composição, edição de imagens, etc.

Então abaixo, algumas dicas bem básicas que ajudarão você a se inserir nesse mercado da fotografia:

  • ESTUDE: Parece óbvio, né? Mas não é. Já ouvi muita gente dizer “sério que existe uma faculdade pra aprender a tirar foto?” ou “é só apertar um botão, não tem segredo”. Então uma pequena dica: se você gosta de fotografar e não conhece as palavras ISO, Velocidade e Abertura, comece por aí. Essas palavrinhas acompanharão você durante toda a vida.
  • ESTUDE MAIS: Já aprendeu as regrinhas básicas? Então agora é hora de aprender mais! Estude enquadramento, tipos de iluminação, regra dos terços, composição, etc. Teoria é muito importante!
Thought Catalog
  • DEFINA SUA ÁREA: Você já descobriu em qual caminho da fotografia deseja seguir? São muitos: fotografia publicitária, fotografia ambiental, fotografia de arquitetura, fotografia de eventos e assim por diante… ninguém consegue abraçar tudo. Portanto, definir o seu nicho é essencial para poder se aprimorar nele.
  • COLOQUE EM PRÁTICA: Agora que você já sabe fotografar e também já descobriu o que gosta de fotografar, chegou a hora de praticar. Afinal, a prática leva à perfeição, né? Se você gosta de fotografar pessoas, convide um amigo para ser fotografado. Caso você prefira fotografar arquitetura, passeie pela sua cidade registrando prédios e linhas. Se a sua área é a fotografia ambiental, um passeio pelo Zoo da cidade é uma boa ideia… e assim por diante. Aproveite para testar novas técnicas, tipos de iluminação, ângulos… deixe a criatividade fluir!
Artem Sapegin
  • DIVULGUE: Depois de praticar muito (fotografe vários amigos, passeie por vários parques… continue praticando! O legal é que você sempre tente melhorar), chegou a hora de divulgar o seu trabalho. Que tal criar um blog? Uma conta no Instagram? Não tenha medo de mostrar o que você tem feito, desde que você esteja satisfeito com o resultado.

Esse texto foi dividido em duas partes. Essa primeira parte que você leu, trata mais sobre a técnica fotográfica em si. Já a segunda parte desse texto, que será publicada em breve, abordará dicas práticas de como começar a vender  seu trabalho fotográfico e como começar a ter clientes. Não vai perder, né? 🙂

Resenha: Livro Roube como um artista

Roube como um artista, ou “Steal like an artist”, é um livro com dicas sobre a criatividade, escrito pelo americano Austin Kleon. O intuito do livro é provar que aquela velha frase, “na vida nada se cria, tudo se copia”, é verdadeira. Mas, claro que você não pode sair copiando tudo o que seu concorrente faz! O segredo, é buscar criatividade e ideias em outras fontes.

Se você pinta, por exemplo, não adianta apenas se inspirar nas obras de Picasso, Van Gogh, Caravaggio… Comece a procurar inspiração também em filmes, fotografias, revistas… abra a sua mente! O autor também ressalta que o que há de bom no mundo está aí para ser roubado (E MELHORADO, é claro!).

Para as minhas fotografias, eu costumo buscar inspiração não somente em outros fotógrafos, mas também em filmes, livros, músicas, pinturas e até mesmo conhecendo lugares novos. Um passeio de carro sem rumo pode me dar muitas ideias sobre um ensaio fotográfico, como por exemplo locações, luz do sol, etc.

Outra dica interessante, é escolher 5 pessoas que inspiram você e pesquisar TUDO sobre elas. O próximo passo é descobrir 5 pessoas que inspiram essas 5 pessoas… e assim por diante. Ao final de tudo isso, você conseguirá compreender melhor o processo de criação dessas pessoas e assim construir o seu próprio.

E não se esqueça: leve um caderninho e uma caneta sempre com você! Pois nunca se sabe quando você encontrará algo interessante para roubar, não é mesmo?

Se você gostou do tema, pode adquirir o livro AQUI (é super baratinho), e/ou pode assistir a um TEDx do Austin Kleon  AQUI.

Afinal, quem é? E o que faz um artista visual?

Muitas pessoas hoje em dia ainda me fazem essa pergunta: afinal, o que faz um artista visual? Resumidamente, um artista visual é a pessoa que produz e desenvolve trabalhos artísticos nos mais diversos meios: fotografia, pintura, desenho, escultura, instalação, vídeo, entre outros formatos. No meio acadêmico o curso de Artes Visuais desenvolve “estudos teórico-práticos que inter-relacionam processos de criação nas diferentes linguagens e mídias artísticas, como desenho, pintura, gravura, escultura, imagem digital, videoarte e fotografia, além da investigação da arte na contemporaneidade”. (fonte).

Além dos estudos práticos, no curso de graduação os alunos também aprendem noções de história da arte, teoria e crítica, debates sobre arte contemporânea, museologia, estudos sobre a arte na sociedade, entre outras aprendizagens. Há também a modalidade de licenciatura do curso, onde basicamente existem as mesmas diretrizes, porém, este aluno ainda se forma capacitado a dar aulas no ensino formal básico. Ou seja, o bom e velho professor de artes. Salve, salve!

Foto por Igor Miske

É claro que a graduação é algo totalmente opcional em se tratando do artista visual, a não ser na modalidade de licenciatura. Como não existe nenhum órgão regulamentador que conduz a área, qualquer pessoa que queira tornar-se um artista poderá fazer, afinal, pra fazer arte qualquer um é livre né! Aliás, existe bastante debate em torno da figura do artista visual e das artes como um todo. Como é uma área muito ampla e controversa, é difícil catalogar tudo e designar significados. Assim como a área das ciências, da sociologia e da história, tratam-se de áreas de estudo muito abrangentes e que tratam-se de bens da humanidade. 

Eu gosto de indicar a graduação em artes visuais para aquelas pessoas que tem uma forte inclinação para o mundo artístico mas não sabem exatamente que caminho tomar ainda. Minha trajetória acadêmica já teve muitos altos e baixos (outra hora faço um post somente sobre isso), mas de certo modo eu sempre gostei de arte e sempre tive curiosidade de aprender um pouco mais sobre essa área. Quanto as questões mais formais de emprego e renda, como disse anteriormente, tudo é muito instável e incerto em se tratando de arte. É claro que sempre tem a opção de você fazer muitas exposições e ganhar dinheiro como artista mesmo, desenvolvendo uma linha de trabalhos que pode fazer muito sucesso. Mas, essa é uma equação bastante complicada e que requer muito empenho. Eu particularmente sempre tive que trabalhar pra pagar a faculdade e estudar a noite, o que torna tudo um pouco difícil, ter 100% do meu tempo para me dedicar a pesquisa e produção de obras de arte. Mesmo assim, há sempre a opção de você trabalhar dentro dos nichos também, como por exemplo eu que acabei migrando para a fotografia.

Foto por Khara Woods

Para finalizar o texto, devo dizer que sou suspeita pra falar sobre as artes visuais. Eu tenho uma paixão enorme por ela e acho que todos que estão principalmente na faculdade também tem. Devo dizer que é preciso coragem pra encarar um curso como esse e principalmente desenvolver obras de arte em uma época onde todo mundo só pensa no retorno financeiro. É claro que eu também me preocupo com isso e preciso de dinheiro, todos precisamos! Mas, escolher seguir uma carreira simplesmente por amor é uma sensação boa demais e que necessita culhões, hehehe. Sou muito feliz de poder fazer parte desse grupo, o resto a gente corre atrás. 🙂