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Sobre nossos medos e fraquezas

Eu sempre fui uma pessoa calma, ao menos era isso o que a maioria das pessoas me dizia. Sentia meu coração acelerar em determinadas situações desde muito nova, mas sempre imaginei que isso fosse algo natural do ser humano. E é. Até o momento em que você começa a não querer mais sair de casa, e achar que vai morrer sem motivo. Aí, estamos falando da síndrome do pânico.

Tanja Heffner

Pra quem não conhece:

"A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade, caracterizado por um grande medo/mal-estar com sintomas físicos e cognitivos, que se iniciam de forma brusca, e que causam um medo recorrente de morte". (Fonte)

Ou seja, imaginem uma ansiedade típica daquela onde você (pessoa que nunca teve síndrome do pânico) sente antes de apresentar um trabalho na escola ou na faculdade, por exemplo. Aquele friozinho na barriga que sentimos antes de algum compromisso importante, e que é extremamente normal e saudável. Agora, multiplique essa pequena sensação por MIL e faça ela durar em torno de 20 a 30 minutos. Pois é, posso afirmar com precisão que esta não é uma sensação nada agradável.

Como dizia no começo do post, eu sempre fui considerada uma pessoa tranquila, pelo menos pelas pessoas que me viam de longe. O problema era que eu tinha dificuldade em expressar meus pensamentos e emoções (ainda sinto bastante as vezes). Fazer esse texto e relatar tudo isso pra mim é um exercício de eterna consciência de mim mesma. Aceitar os meus defeitos e entender que não tenho controle de tudo, muitas vezes das minhas próprias ações é algo que estou cada vez mais tentando aprender e aceitar. A verdade é que o aprendizado nunca termina.

jordan Bauer

Agora no mês de Dezembro estou parando de tomar medicação, depois de 1 ano e meio indo quase todos os meses ao médico e depois de um ano de terapia, aprendi que eu tenho várias fraquezas, e mais, que as pessoas ao meu redor também as tem, e que não podemos ter medo de assumi-las. Não como forma de nos vitimizarmos ou levantarmos qualquer troféu, muito pelo contrário. Mas sim, porque essa é a nossa condição natural de SER HUMANO. Não podemos ser nada além daquilo que já somos.

Vivemos em um mundo frenético onde cada vez mais nos sentimos pressionados para sermos pessoas perfeitas, filhos, pais, mães, profissionais exemplares que nunca erram. E sem chorar, porque chorar é feio, ainda mais se você for homem. Neste caso, tenho que dizer que nós mulheres saímos na frente, porque pelo menos podemos expressar nossas decepções com mais liberdade, até certo ponto, é claro. As redes sociais estão aí para nos lembrar a todo instante dessa vida perfeita de faz de conta. Sim, digo de faz de conta porque nos esquecemos que nunca seremos assim, que não somos máquinas. Somos seres humanos cheios de defeitos e manias, e que muitas vezes só necessitam de um colo para se sentirem melhores.

E você, está já sofreu alguma vez com seus medos e fraquezas? Já teve medo de assumi-los? Conta pra gente aí nos comentários! Queremos ouvir a sua história!

Qual será o futuro dele?
A palavra da vez é: consistência!
É verdade, o tempo voa