Pagu – Mulheres Criativas

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Você não precisa ser salva

Eu nunca fui muito fã de contos de fadas. Assisti a muitas narrativas conhecidas, como Branca de Neve, Cinderela, Rapunzel, e muitas outras. Mas, me lembro de questionar essas histórias ainda muito jovem, por volta dos meus 10 ou 11 anos, bem na época em que minha mãe (minha grande referência de vida) lutava contra um câncer de forma corajosa. Uma das pessoas mais importante da minha vida estava ali, sozinha, lutando bravamente contra um ser estranho em seu corpo, e vencendo mais esta, entre suas diversas batalhas da vida. Então, eu me perguntava: por que afinal aquelas mulheres das histórias precisavam de alguém que as salvassem?

Olhe ao redor! Dê uma olhada com mais atenção! Veja quantas moças, meninas, mulheres, mães, filhas, tias… estão diariamente escalando montanhas em suas vidas, completamente sozinhas, e de forma determinada. Não estou aqui dizendo que podemos dar conta de tudo de maneira solitária, muito pelo contrário. Mas sim, estou querendo chamar a atenção para a situação de que muito tempo de passou desde a criação destes contos de fadas, e muita coisa no mundo mudou depois disso. Aquela cena clássica da donzela em perigo, e que bravamente é salva por um homem (geralmente branco e loiro), não faz mais parte dos nossos dias. Talvez nunca tenha feito.

Foto de Jerry Kiesewetter

Daí agora você vai me dizer: "Mas Verlisa, os contos de fadas nunca foram reais! Tratam-se apenas de histórias antigas e que não têm nada a ver com a realidade!". Sim, é exatamente isso, você está certa. Mas, agora me responda: o quanto será que você consegue assistir a uma história dessas e não se identificar com alguma personagem? O quanto você olha um filme e não se imagina nele, ou consegue não fazer associações com a sua vida? É difícil né? Eu sei. Nós estamos o tempo todo fazendo isso, e sempre de maneira inconsciente. Não somente com os contos de fadas, mas com todas as ficções em geral. Meninas crescem lendo histórias de princesas que precisam ser salvas, e por isso acreditam que nas suas vidas será assim também. Acredite, você não deve e não precisa ser salva. 

Foto de Tamarcus Brown

Nós mulheres conquistamos direitos e deveres que nos possibilitam ser mais independentes e principalmente, desenvolver a nossa capacidade de lidarmos com os problemas sozinhas. Assim também, como é essencial que possamos distinguir o momento exato de pedir ajuda, quando necessário. Ter alguém na vida que nos acompanha e nos apoia nos momentos difíceis é essencial, e todo ser humano precisa ter, seja um(a) amigo(a), um(a) companheiro(a), familiares, até mesmo um animal de estimação. Porém, independente da dor que você tem, ou a causa pela qual você está lutando, independente do fardo que você carrega, devemos sempre lembrar que ninguém poderá lhe salvar, a não ser você mesma. Por mais que as pessoas que estão ao seu redor lhe ajudem, é essencial que você aprenda a estar consigo, aceitando suas qualidades e defeitos para que saiba também lidar com os seus problemas de forma independente. Só quem aprende também a estar consigo, sabe o quão gratificante e libertador essa atitude pode ser. Pense nisso.

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Ela fotografou Hillary Clinton com apenas um iPhone

Se tem uma frase que enfurece os fotógrafos (e infelizmente ouvimos essa frase com mais frequência do que gostaríamos) é a famosa "também, com uma câmera dessas até eu faço boas fotos…" Mas, vem cá, vou te contar um segredo: não é o equipamento que torna um fotógrafo bom ou ruim. A qualidade profissional de um fotógrafo vai muito além disso.

Um bom fotógrafo precisa ter conhecimento e estudo. Um bom fotógrafo precisa entender de iluminação, composição, cores, posicionamento. Um bom fotógrafo precisa conhecer o interior e exterior do seu equipamento. Um bom fotógrafo precisa levar em consideração inúmeros fatores ao planejar uma boa fotografia.

Arquivo pessoal de Luísa Dörr

Quer um bom exemplo de que o equipamento não faz o fotógrafo? Então aqui vai: Você já ouviu falar da gaúcha de apenas 28 anos que fotografou mulheres como Hillary Clinton e Oprah Winfrey, usando apenas um iPhone? É verdade. Luísa Dörr fotografou 46 das mulheres mais importantes dos Estados Unidos, para um projeto da revista Time. Ela também já retratou muitas mulheres das mais diversas etnias e culturas e todas as suas fotos são feitas com o celular.

Arquivo pessoal de Luísa Dörr

Viu só que máximo? Até com iPhone é possível arrasar na fotografia, desde que você tenha um bom conhecimento. Eu, particularmente, adoraria a experiência de fotografar um casamento inteiro com iPhone. E você, o que fotografaria?

Ah! E se quiser conhecer mais sobre o trabalho da talentosíssima Luisa Dörr, aqui está o Instagram dela e aqui, o projeto Firsts(da revista Time).

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Mulheres Criativas #8: Michelle Reis

Pagu – Mulheres Criativas: Michelle, nos conte um pouco sobre você e no que você trabalha atualmente?

Comecei minha carreira profissional trabalhando em comércios, em shoppings principalmente. Além disso, também trabalho com eventos há cerca de 10 anos. Apesar de gostar de trabalhar com vendas, sempre amei muito fazer trabalhos manuais também. Acho que é algo que herdei da minha mãe, pois ela também sempre gostou, e inclusive me apoia muito hoje. Foi dessa paixão, e de uma vontade de poder me dedicar a algo que fosse meu, que surgiu a Inspire + Festas Criativas.

Pagu – Mulheres Criativas: O que a sua empresa faz? 

A Inspire é uma pequena empresa que planeja e executa festas com muito amor e dedicação! Nosso lema é abusar da criatividade e buscar tornar cada evento inesquecível para todos. Nossos serviços incluem a decoração, planejamento e cerimonial de festas e eventos, tanto infantis quanto adultas.

Pagu – Mulheres Criativas: De onde vem a sua inspiração para criar um ambiente atrativo e criativo em cada festa?

Basicamente, posso dizer que hoje em dia, a minha principalmente fonte de inspiração é a internet. O Pinterest, mais precisamente, é a rede social que mais utilizo para buscar referências e pensar em novos tipos de decorações, por exemplo. Nesta rede, há muitos trabalhos de pessoas diferentes e de fora do Brasil inclusive, o que acaba trazendo um olhar diferenciado e inovador. Se tenho que utilizar algum material diferente e que não conheço ainda, sempre recorro para os tutoriais e vídeos na internet, é uma maravilha! (risos).

Pagu – Mulheres Criativas: Como é a sua rotina atualmente? E como é feito o planejamento de cada festa? 

Tenho trabalhado diretamente em casa, via home office. Meu marido que é corretor também trabalha em casa, então nos ajustamos e nos ajudamos nesse sentido. Normalmente, o cliente me passa uma prévia de como gostaria que fosse a festa, e eu faço um esboço da decoração para que possamos estar em acordo. O restante do trabalho, é feito todo manualmente por mim mesma. No dia da festa, eu levo tudo e preparo com muito carinho para receber os convidados.

Pagu – Mulheres Criativas: Você possui alguma formação acadêmica?

Comecei fazendo faculdade de Turismo, mas não cheguei a concluir. Tenho cursos nas áreas de atendimento também, devido aos meus trabalhos anteriores na área de comércio.

Pagu – Mulheres Criativas: Você disse que você e o seu marido trabalham juntos em casa, porém em áreas diferentes. Como é a relação de vocês nesse aspecto? Ele lhe apoia? 

Meu marido me ajuda muuuuito, em vários sentidos. E principalmente, me apoia bastante em seguir adiante com as minhas ideias criativas. Ele está sempre me levando nos lugares, e me ajudando com tudo. Sou muito grata por ter alguém que me apoia assim!

Pagu – Mulheres Criativas: E quanto ao restante da sua família e amigos? Existe algum preconceito ou também lhe apoiam para ser uma empreendedora criativa? 

Minha família me apoia bastante também. Como disse anteriormente, minha mãe também sempre gostou de trabalhos manuais, então ela também me incentiva muito para que eu continue trabalhando com isso. Sempre digo, hoje em dia, não me vejo mais fazendo outra coisa!

Pagu – Mulheres Criativas: E quanto ao fato de ser mulher e trabalhar nesta área, você já sofreu algum tipo de preconceito? Ou tem algo que queira nos relatar?

Devo dizer que na área de eventos maiores e de grandes marcas, existe bastante machismo. Em festas infantis, as quais venho trabalhando bastante nos últimos tempos, com a minha empresa, o que acontece bastante é os pais (homens) não se envolverem tanto na preparação da festa dos filhos quanto as mães. Talvez por essa ideia estereotipada de que a mulher lida melhor com isso, mesmo todos sabendo que isso não é regra. Normalmente, são as mulheres que tem mais noção de preços, justamente por acompanharem mais esse detalhes e saberem do valor que tem uma boa decoração.

Pagu – Mulheres Criativas:  Quais os seus planos para o futuro? 

Gostaria muito de ter um lugar físico que fosse fora da minha casa, com mais espaço, onde eu pudesse guardar tudo o que preciso. Como trabalho muito com decoração, tem alguns materiais e objetos que preciso guardar com muito cuidado. E claro, trabalhar mais e mais, e ampliar ainda mais os meus serviços, fazer coisas diferentes, criativas, etc.

Pagu – Mulheres Criativas: Para finalizar, gostaria de deixar alguma mensagem para as mulheres que querem ser empreendedoras criativas como você?

Acho que o que eu diria é para acreditarem na sua própria ideia! Pesquisem muito, usem a internet para isso! Não tenham medo, e não desistam facilmente! É preciso força e muita criatividade para continuar sempre! 💜

Que tal acompanhar a Michelle e o seu trabalho? Cola junto!

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